terça-feira, 15 de julho de 2008

Das coisas de que gosto

Alhures escrevi sobre o que não gosto, não suporto, não convivo bem. Há, entretanto, coisas que me enchem os olhos e alegram o coração cansado. E não necessariamente na ordem da relação. Alguns reclamaram da extensão da lista supra e solicitaram esta. Ei-la:
1) Livros.
2) Espelhos.
3) Sábado.
4) Fondue – de queijo.
5) Música clássica.
6) Cappuccino.
7) Livrarias.
8) Fotografia.
9) Vinho tinto.
10) Champagne.
11) Meus sobrinhos.
12) Dirigir.
13) O acelerador do meu carro.
14) Viajar.
15) Pizza de brócolis.
16) Pizza. Sem recheio na borda.
17) Ganhar presentes.
18) Presentear.
19) Brigadeiro – o que a Dadá faz especialmente para mim.
20) Boa conversa.
21) Cafeterias – desde que boas.
22) Ouvir.
23) Filmes.
24) Curitiba.
25) Porto Alegre.
26) Estudar.
27) MPB.
28) Receber torpedo no celular.
29) Dormir até mais tarde.
30) Direito.
31) Trabalhar.
32) Relógios.
33) Celulares.
34) Saber que alguém orou por mim.
35) Comida chinesa.
36) Fazer compras.
37) Fazer muitas compras.
38) Conversar até tarde – ou cedo do dia seguinte.
39) Camarão com água de coco.
40) Poesias.
41) Creme de papaia com cassis.
42) Inteligência.
43) Café. Puro.
44) Canecas.
45) A caneca azul.
46) Os sorrisos da Grazi.
47) O abraço da Gi.
48) As declarações do Gui.
49) A Manu me chamar de 'doutora tia Dáu'.
50) O olhar carinhoso da Mi.
51) Marcadores de texto.
52) Jogar xadrez.
53) Banho quente.
54) Sapatos.
55) Salões. Os de beleza.
56) Minha biblioteca.
57) Chá.
58) Coerência.
59) Dormir tarde.
60) Madrugadas.
61) Água com gás.
62) Pessoas determinadas.
63) Roupas novas.
64) Dia de sol – não necessariamente dia quente.
65) Ser mimada.
66) Dicionários.
67) Chopp com os amigos.
68) As lembranças da Noruega. E os postais.
69) Cachecóis.
70) O advérbio talvez.
71) Mousse de maracujá.
72) Uma certa rua Araucária em um certo Ipê.
73) Shoppings.
74) Filosofia.
75) Panetone.
76) Frio.
77) Objetividade.
78) Minha carreira.
79) Óculos escuros.
80) E-mails dos amigos.
81) Abraço apertado.
82) Abraço.
83) As Pós.
84) As visitas ao blog.
85) O anel de formatura.
86) O sobrenome dele que honra-me.
87) Ele.
88) O mar.
89) O livro que terminei de ler.
90) O livro que terminei de escrever.
91) Sexo.
92) Ser amada.
93) Suco de abacaxi com hortelã.
94) Salto alto.
95) Ser lembrada.
96) Travesseiros.
97) As cartinhas das crianças (meu fã-clube particular).
98) As cartas dele.
99) Descobrir que alguém falou bem de mim.
100) Esperança.
101) Levar as crianças ao Mac Donnalds.
102) Ganhar o livro que iria comprar.
103) Chorar de rir.
104) Ser gentil.
105) Receber gentileza.
106) Fazer 'as' (aquelas) crianças se sentirem especiais.
107) Gastar dinheiro.
108) Ganhar dinheiro.
109) Cheiro de lavanda.
110) Ficar satisfeita.
111) As fotos do arquivo.
112) Gente que não grita.
113) O cheiro de Campos do Jordão.
114) Minha aliança.
115) Passar na prova difícil.
116) Azul.
117) Saber.
118) Petit gateau.
119) Ficar em silêncio.
120) Jeans.
121) Generosidade.
122) Perfumes.
123) Aprender.
124) Ensinar.
125) Escrever.
126) Observar.
127) Academia. Os resultados, na verdade.
128) O próximo livro para ler.
129) Livraria Saraiva.
130) Lareira.
131) As lembranças de Lindóia.
132) Elogios. Ainda que sejam os da loucura.
133) ...e as trufas da Dauva, minha irmã (que me cobrou por não citá-las aqui). Da chocolaterie Amores Pequenos.

Contabilizando, quer me parecer que 'as coisas de que gosto' são mais que 'as coisas que não suporto'. Certamente, na lista supra, faltou muita coisa, muitas cidades, muitas lembranças, muitos sabores, muitos cheiros... Trata-se de uma lista básica e resumida. Fica claro, nela, que gosto mais de abraço do que de beijo – exceto 'daqueles' beijos que se dá em quem se ama; mais de solidão que de companhia – máxime se a companhia for enfadonha; mais de leitura que de televisão; mais de frio que de calor. Sim, sou eu. Cinéfila, leitora compulsiva, amante dos clássicos, da música, da literatura, das artes. Amante das coisas belas, da filosofia, do conhecimento, do Direito – simplesmente – e da lei, norteadora de conduta. Sim, sou eu, ceticamente crente, empiricamente pesquisadora, contraditoriamente coerente. Sim, sou eu. Imperfeita, mas plena. Do meu jeito.
(Dáuvanny Costa)