domingo, 14 de agosto de 2016

Porque eu Creio

"E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas". (Apocalipse 21.4)
Nunca dói menos; mas eu creio. 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Deputados que votaram CONTRA o Impeachment

Segue abaixo nomes dos deputados que votaram contra a abertura do processo de Impeachment de Dilma "Wanda" Rousseff - ou que se abstiveram ou simplesmente faltaram à sessão. Seus nomes não devem ser esquecidos e suas carreiras políticas devem ser encerradas - algumas nem deveriam ter sido iniciadas. 

RORAIMA: 
1) Edio Lopes/PR. 

RIO GRANDE DO SUL: 
1) Afonso Motta/PDT; 
2) Bohn Gass/PT; 
3) Henrique Fontana/PT; 
4) Marco Maia/PT; 
5) Marcon/PT; 
6) Maria Do Rosário/PT; 
 7) Paulo Pimenta/PT; 
8) Pepe Vargas/PT; 
9) Abstenção: Pompeo De Mattos/PDT. 

SANTA CATARINA: 
1) Décio Lima/PT; 
2) Pedro Uczai/PT. 

AMAPÁ: 
1) Janete Capiberibe/PSB; 
2) Jozi Araújo/PTN; 
3) Professora Marcivania/PCdoB; 
4) Roberto Góes/PDT; 
5) Abstenção: Vinicius Gurgel/PR. 

PARÁ: 
1) Beto Faro/PT; 
2) Edmilson Rodrigues/Psol; 
3) Elcione Barbalho/PMDB; 
4) Lúcio Vale/PR; 
5) Simone Morgado/PMDB; 
6) Zé Geraldo/PT; 
7) Abstenção: Beto Salame/PP. 

PARANÁ: 
1) Aliel Machado/Rede; 
2) Assis Do Couto/PDT; 
3) Enio Verri/PT; 
4) Zeca Dirceu/PT. 

MATO GROSSO DO SUL: 
1) Dagoberto/PDT; 
2) Vander Loubet/PT; 
3) Zeca Do PT/PT. 

GOIÁS: 
1) Rubens Otoni/PT. 

DISTRITO FEDERAL: 
1) Erika Kokay/PT. 

ACRE: 
1) Angelim/PT; 
2) César Messias/PSB; 
3) Leo De Brito/PT; 
4) Sibá Machado/PT. 

TOCANTINS: 
1) Irajá Abreu/PSD; 
2) Vicentinho Júnior/PR. 

MATO GROSSO: 
1) Ságuas Moraes/PT; 
2) Valtenir Pereira/PMDB. 

SÃO PAULO: 
1) Ana Perugini/PT; 
2) Andres Sanchez/PT; 
3) Arlindo Chinaglia/PT; 
4) Carlos Zarattini/PT; 
5) Ivan Valente/Psol; 
6) José Mentor/PT; 
7) Luiza Erundina/Psol; 
8) Nilto Tatto/PT; 
9) Orlando Silva/PCdoB; 
10) Paulo Teixeira/PT; 
11) Valmir Prascidelli/PT; 
12) Vicente Candido/PT; 
13) Vicentinho/PT. 

MARANHÃO: 
1) Aluisio Mendes/PTN; 
2) João Marcelo Souza/PMDB; 
3) Junior Marreca/PEN; 
4) Pedro Fernandes/PTB; 
5) Rubens Pereira Júnior/PcdoB; 
6) Waldir Maranhão/PP; 
7) Weverton Rocha/PDT; 
8) Zé Carlos/PT. 

CEARÁ: 
1) Ariosto Holanda/PDT; 
2) Arnon Bezerra/PTB; 
3) Chico Lopes/PcdoB; 
4) Domingos Neto/PSD; 
5) José Airton Cirilo/PT; 
6) José Guimarães/PT; 
7) Leônidas Cristino/PDT; 
8) Luizianne Lins/PT; 
9) Macedo/PP; 
10) Odorico Monteiro/Pros; 
11) Vicente Arruda/PDT; 
12) Ausente: Aníbal Gomes/PMDB; 
13) Abstenção: Gorete Pereira/PR. 

RIO DE JANEIRO: 
1) Alessandro Molon/Rede; 
2) Benedita Da Silva/PT; 
3) Celso Pansera/PMDB; 
4) Chico Alencar/Psol; 
5) Chico D'angelo/PT; 
6) Glauber Braga/Psol; 
7) Jandira Feghali/PcdoB; 
8) Jean Wyllys/Psol; 
9) Leonardo Picciani/PMDB; 
10) Luiz Sérgio/PT; 
11) Wadih Damous/PT; 
12) Ausente: Clarissa Garotinho/PR. 

ESPÍRITO SANTO: 
1) Givaldo Vieira/PT; 
2) Helder Salomão/PT. 

PIAUÍ: 
1) Assis Carvalho/PT; 
2) Capitao Fabio Abreu/PTB; 
3) Marcelo Castro/PMDB; 
4) Paes Landim/PTB; 
5) Rejane Dias/PT. 

RIO GRANDE DO NORTE: 
1) Zenaide Maia/PR. 

MINAS GERAIS: 
1) Adelmo Carneiro Leão/PT; 
2) Aelton Freitas/PR; 
3) Brunny/PR; 
4) Gabriel Guimarães/PT; 
5) George Hilton/Pros; 
6) Jô Moraes/PCdoB; 
7) Leonardo Monteiro/PT; 
8) Margarida Salomão/PT; 
9) Miguel Corrêa/PT; 
10) Padre João/PT; 
11) Patrus Ananias/PT; 
12) Reginaldo Lopes/PT. 

BAHIA: 
1) Afonso Florence/PT; 
2) Alice Portugal/PcdoB; 
3) Antonio Brito/PSD;
4) Bacelar/PTN; 
5) Bebeto/PSB; 
6) Caetano/PT; 
7) Daniel Almeida/PcdoB; 
8) Davidson Magalhães/PcdoB; 
9) Félix Mendonça Júnior/PDT; 
10) Fernando Torres/PSD; 
11) João Carlos Bacelar/PR; 
12) Jorge Solla/PT; 
13) José Carlos Araújo/PR; 
14) José Nunes/PSD; 
15) José Rocha/PR; 
16) Moema Gramacho/PT; 
17) Paulo Magalhães/PSD; 
18) Roberto Britto/PP; 
19) Ronaldo Carletto/PP; 
20) Sérgio Brito/PSD; 
21) Valmir Assunção/PT; 
22) Waldenor Pereira/PT; 
23) Abstenção: Cacá Leão/PP; 
24) Abstenção: Mário Negromonte Jr/PP. 

PARAÍBA: 
1) Damião Feliciano/PDT; 
2) Luiz Couto/PT; 
3) Wellington Roberto/PR. 

PERNAMBUCO: 
1) Adalberto Cavalcanti/PTB; 
2) Luciana Santos/PcdoB; 
3) Ricardo Teobaldo/PTN; 
4) Silvio Costa/PTdoB; 
5) Wolney Queiroz/PDT; 
6) Zeca Cavalcanti/PTB; 
7) Abstenção: Sebastião Oliveira/PR. 

SERGIPE: 
1) Fábio Mitidieri/PSD; 
2) João Daniel/PT. 

ALAGOAS: 
1) Givaldo Carimbão/PHS; 
2) Paulão/PT; 
3) Ronaldo Lessa/PDT. 

(Dáuvanny Costa)

sábado, 16 de abril de 2016

Demoniocracia

O momento atual é tão estarrecedor e absurdo que fica difícil decidir o que é pior:
I) ver criminosos esperneando porque foram pegos enquanto se sentiam donos do país;
II) ver petistas - sejam lá em que partido estejam - desesperados agonizando e lançando os seus últimos - e poderosos - dados;
III) constatar as imoralidades dos bastidores da política brasileira em que se negociam almas com dinheiro arrancado dos pagadores de impostos;
IV) assistir ao advento de tantas pessoas e microorganismos tóxicos saídos dos buracos da indignidade a fim de defender seus próprios interesses;
V) ser testemunha de que a imprensa reluta em soltar as amarras do patrocínio estatal e atua timidamente na defesa da verdade;
VI) presenciar políticos posando de santarrões e proferindo discursos inflamados contra a corrupção que ajudam diariamente a fomentar;
VII) comprovar a existência de marionetes manipuladas por atores políticos que deixaram o palco sem deixar o espetáculo;
VIII) encontrar um Maluf indignado com o fisiologismo que sempre imperou na política nacional. 
O último que sair, não esqueça de apagar a luz porque o desconto das companhias elétricas não significou muita coisa. (Dáuvanny Costa)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Feirão

A República transformada no mais ativo balcão de negócios do governo. À luz do dia. Sem constrangimentos e sem censuras; ante o olhar complacente da imprensa - e lascivo dos futuros beneficiados. É a POLÍTICA brasileira em seu estado mais puro.
(Dáuvanny Costa)

Estado de Sítio

"Dois de Abril: O Cb Reginaldo Taiacoli, 46 anos de idade e 27 de PM, foi executado na frente do filho adolescente enquanto calibrava o pneu do carro na Zona Sul de SP. 
Quatro de Abril: Os Sds Alex de Souza, 28 anos, e Leonel Almeida de Carvalho, 29, foram alvejados quando faziam cerco a uma quadrilha que acabara de roubar empresa de transporte de valores em Santos, SP. 
Cenas de guerra. Criminosos portando armas de guerra e munição ilimitada; afrontando leis, cidadãos, Polícia e Estado. Facínoras que não pensam duas vezes antes de puxar o gatilho porque a lei não lhes pesa ou constrange. 
Contudo, não houve comoção pública. A mídia televisiva não dispensou mais que alguns minutos em notas. A dor de quem se importou - e se importa - foi silenciosa, contida e paciente; uma dor que não explodiu em lamentações - porque não quer ser consolada. 
Vida que segue - dirão alguns; esquecendo-se de que qualquer atentado contra agentes da segurança pública é um atentado contra o Estado; é uma ameaça à segurança de qualquer cidadão decente. Criminosos não temem nossas leis ultrapassadas e lenientes que servem mais para protegê-los do que para detê-los. Assim, o posto de combustíveis poderia ter sido aquele em que abastecemos nossos veículos; a troca de tiros poderia ter ocorrido em frente às nossas casas. Poderia ter sido, mas não foi. Não desta vez. Porque desta vez alguns homens honrados estavam no caminho - e não voltaram para casa." (Dáuvanny Costa)

segunda-feira, 28 de março de 2016

Superlula e as pinceladas de lulismo na história

No link abaixo há a notícia de que "lula é herói da economia em livros indicados pelo MEC". Para comentar algo tão desprezível me ocorre apenas transcrever George Orwell: "[...] E se todos aceitassem a mentira imposta pelo Partido - se todos os registros contassem a mesma história -, a mentira tornava-se história e virava verdade. Quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente controla o passado, rezava o lema do Partido" (Orwell in 1984, pág. 47).
Insisto para que entendam que o pethê não é apenas um partido corrupto - ainda que o seja -, trata-se do articulador de um projeto torpe de poder que usa a Democracia somente com o intento de destruí-la. (Dáuvanny Costa)

Link: lula é herói da economia em livros indicados pelo MEC



quinta-feira, 24 de março de 2016

E no plenário?

Abaixo trecho da decisão de Teori Zavascki na Reclamação proposta pela AGU (Advocacia Geral da União). Aludida Reclamação diz respeito à divulgação dos diálogos entre "wanda" e LILS (luiz inácio). A AGU representa "wanda" - não LILS - e baseou o pedido na alegação de que os diálogos teriam sido interceptados no exercício do mandato da governanta; assim, a interceptação e a divulgação deveriam ter sido autorizadas pelo STF - e não pelo juízo de primeiro grau. Até aí tudo bem - ou quase bem. 
A questão central é que pouco importa para a AGU se os diálogos comprovam conspirações e ardis para garantir a liberdade de um criminoso contumaz; assim como pouco importa para o ministro Zavascki se a Reclamação da AGU está repleta de fontes suspeitas, tais como "Pragmatismo Político" e "Vermelho", sites sabidamente de esquerda - a propósito, AGU, faltou a "Revista Fórum", "Carta Capetal Capital", "Brasil 247" etc [...]. De qualquer forma, o STF não concedeu foro privilegiado a LILS e [ainda] não retirou a competência da Força-tarefa de Curitiba e do juiz Sérgio Moro, MAS esfriou um pouco as coisas para o pethê e deu ao LILS um tempo para respirar até a volta do recesso. E agora STF?
(Dáuvanny Costa)

Rumo à ruína

I) Claro que o Brasil está dividido – é fato. De um lado estão os que apóiam o pethê enquanto ele afronta as instituições e agoniza em praça pública. Do outro, os que possuem vergonha na cara!

II) Luiz Inácio culpar a Força-tarefa do Ministério Público Federal e o juiz Sérgio Moro pela crise brasileira é como se atribuir culpa à Polícia pela lotação do sistema carcerário. Escancaradamente vergonhoso.

III) A corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ministra Nancy Andrighi, negou dois pedidos liminares contra o juiz Sérgio Moro. Um queria seu afastamento da função e o outro, a proibição das divulgações de delações e escutas feitas pela operação Lava Jato. O CNJ ainda julgará seis pedidos para apurar possíveis faltas disciplinares do juiz Moro, mas, por enquanto, é isso: CNJ golpista, Justiça Federal golpista, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) golpista, MP (Ministério Público) golpista, PF (Polícia Federal) golpista, MPF (Ministério Público Federal) golpista, AJUFE (Associação dos Juízes Federais) golpista, Imprensa golpista etc. Apenas o pethê e seus asseclas são democratas [...].
(Dáuvanny Costa)

sábado, 17 de outubro de 2015

Educação: Síntese

Brasileiros sempre nutriram simpatia pela ignorância; no passado, porém, ela era passiva - mera ausência de conhecimento. Atualmente ela assumiu uma postura ativa e nociva; uma profunda aversão a qualquer indício de cultura, conhecimento ou inteligência - e não há nada mais ordinário e caótico que uma nação ignorante. O tempo se encarrega de mostrar, cotidianamente, os efeitos dessa estupidez. (Dáuvanny Costa)

O que é o DIREITO

“Direito, disse elle, é o total das medidas suggeridas pelo espirito de uma época, adoptadas pelo carater de um povo, formuladas pelo Estado em regras coativas, facil e inevitavelmente exequiveis, para impedir ou reparar os effeitos de toda affirmação da vontade humana a que corresponda ou uma negação da personalidade do agente ou um soffrimento immerecido de outrem.’Ahi estam o momento da liberdade, o elemento histórico, a consideração da força coactiva, a cooperação da piedade; isto é, Kant, Savigny, Ihering e Schopenhauer entraram cada um com seu quinhão. (Sylvio Roméro, apud Gumersindo Bessa em Ensaios de Philosophia do Direito, Cunha & Irmão, Capital Federal, 1895, p. 214)"

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Faça por Merecer

Mais um ano termina e nos assombra o óbvio: Estamos vivendo dias abreviados e já não dispomos de tempo para compartilhar a graça de Deus com as pessoas em volta de nós - redes sociais não servem de justificativa - e, assim, vamos perdendo oportunidades e amigos pelo caminho.
A vida tem me ensinado a nunca despedir vazio quem me procura. Meus amigos e familiares sabem que podem contar comigo; estou sempre à disposição para uma palavra, um favor, um esclarecimento ou uma oração. Faço-o sem qualquer expectativa. Nada espero em troca senão o prazer de ser útil servindo a alguém e, por meio desse alguém, servir também ao SENHOR. Infelizmente, porém, a recíproca não é verdadeira. Os amigos e familiares que com tanta facilidade se lembram de meus telefones e e-mails para solicitar favores são os mesmos que deixam e-mails sem resposta, que não retornam telefonemas e que não me contatam fora de suas épocas de crise.
Esta não é uma mensagem para reclamação tampouco para expressar amargura - porque definitivamente não sinto nenhuma e estou ciente de que relacionamentos assim são a maioria e absolutamente comuns. O que sinto é encorajamento e desejo de encorajar. No ano que está às portas decidi fazer escolhas diferentes e desejo a quem me lê que também faça.
Às vezes permitimos que as pessoas retirem de nós o que nunca restituirão ou às vezes nos permitimos retirar das pessoas o que não estamos dispostos a retribuir. Gosto muito do filme "O resgate do Soldado Ryan", não pelo filme em si, mas sobretudo pelas lições que pode nos ensinar - se estivermos dispostos a aprender. A frase "Faça por merecer" ecoa durante o filme e é esta a minha mensagem para 2015: FAÇA POR MERECER. Faça por merecer o amor do outro. Amor não é curativo para ferimentos superficiais; amor é o que temos de melhor para dar ao outro - e escolher a quem entregá-lo é o melhor que podemos fazer por nós.
Se você goza da caridade de seus amigos enquanto lhes retribui com silêncio, está na hora de rever a forma como tem tratado as pessoas que se importam com você; está na hora de merecer o amor e o respeito dessas pessoas. Se, ao contrário, você está sempre disponível enquanto reiteradamente recebe em troca silêncio, está na hora de se respeitar e se impor mais; não distribuindo talentos com quem não tenha merecimento. Aprenda a dizer "não".
Esta é minha escolha para o ano que se aproxima: o amadurecimento de meu espírito e o desejo de que o outro tenha a mesma atitude. Meu desejo aos amigos - e aos dois teimosos leitores deste blog - é de que não permitam que o outro sofra por suas palavras duras e não permitam, igualmente, que o outro sofra por seu silêncio. O Salvador é o Verbo encarnado e o Reino de Deus também reside nas palavras que falamos ou que calamos.
(Dáuvanny Costa)

sábado, 15 de novembro de 2014

Os propositais equívocos dos canalhas

Se dizemos: “Queremos educar nossos filhos sem intervenção do Estado”;
Eles entendem: “Queremos que nossos filhos sejam tiranos”.
Se dizemos: “Criminosos devem ser responsabilizados por seus crimes, independentemente da idade que possuam”;
Eles entendem: “Queremos que crianças sejam presas e condenadas”.
Se dizemos: “Vivemos em um Estado laico – não ateu”;
Eles entendem: “Queremos que a religião domine todos os espaços”.
Se dizemos: “Queremos que nossas instituições sejam respeitadas”;
Eles entendem: “Odiamos as instituições”.
Se dizemos: “A inocência de nossas crianças deve ser preservada”;
Eles entendem: “Queremos que nossas crianças sejam intolerantes”.
Se dizemos: “Defendemos e desejamos eleições limpas”;
Eles entendem: “Não respeitamos a democracia”.
Se dizemos: “Respeitamos e defendemos o direito à vida”;
Eles entendem: “Queremos morte às mulheres que abortam”.
Se dizemos: “Queremos retorno em serviços do que pagamos em impostos”;
Eles entendem: “Somos a elite”.
Se dizemos: “A família é base de uma sociedade saudável”;
Eles entendem: “Mulheres devem ser oprimidas e caladas”.
Se dizemos: “Somos mulheres e respeitamos os homens”;
Eles entendem: “Odiamos ser mulheres - e as traímos”.
Se dizemos: “Queremos leis mais firmes”;
Eles entendem: “Odiamos a periferia”.
Se dizemos: “Defendemos a meritocracia”;
Eles entendem: “Achamos que só os abastados têm direitos”.
Se dizemos: “Os brasileiros do Nordeste não podem ser usados para os propósitos escusos de quem está no poder”;
Eles entendem: “Queremos a separação do Brasil”.
Se dizemos: “Somos todos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, conforme disposto na Constituição Federal”;
Eles entendem: “Odiamos negros, homossexuais e indígenas”.
Se dizemos: “Somos cristãos e reverenciamos a Deus e Sua Palavra”;
Eles entendem: “Odiamos homossexuais e queremos que sejam agredidos”.
Se dizemos: “Somos heterossexuais”;
Eles entendem: “Odiamos homossexuais”.
Se dizemos: “Somos homossexuais e defendemos a igualdade perante a lei”;
Eles entendem: “Odiamos ser homossexuais – e os traímos".
Se dizemos: “Somos brancos”;
Eles entendem: “Odiamos negros”.
Se dizemos: “Somos negros e defendemos a igualdade perante a lei”;
Eles entendem: “Odiamos ser negros - e os traímos”.
Se dizemos: “Não existe almoço grátis”;
Eles entendem: “Odiamos pobres”.
Se dizemos: “Pobres não devem ser usados como massa de manobra”;
Eles entendem: “Odiamos pobres”.
Se dizemos: “Somos trabalhadores”;
Eles entendem: “Odiamos pobres”.
Se dizemos: “Pagamos impostos escorchantes”;
Eles entendem: “Odiamos pobres”.
Se dizemos: “O trabalhador é digno do seu salário”;
Eles entendem: “Odiamos pobres”.
Se dizemos: “Queremos um Estado mínimo”;
Eles entendem: “Odiamos pobres”.
Se dizemos: “Somos ricos e conquistamos o que temos por meio de trabalho honesto”;
Eles entendem - claro: “Odiamos pobres”.
Se dizemos: “Somos pobres e acreditamos na força do trabalho e nas riquezas”;
Eles entendem: “Odiamos ser pobres - e os traímos”.
Se dizemos: “Confiamos na justiça e por ela clamamos”;
Eles entendem: “Queremos governo militar”.
Se dizemos: “Nossa bandeira não é vermelha e nossa pátria não é ‘pátria grande’”;
Eles entendem: “Queremos governo militar”.
Se dizemos: “Somos um só povo”;
Eles entendem: “Queremos governo militar”.
Se dizemos: “Repudiamos com todo fervor a desonestidade e o crime”;
Eles entendem: “Queremos governo militar”.
Se dizemos: “Como cidadãos e eleitores queremos que as denúncias sobre provável crime eleitoral sejam apuradas”;
Eles entendem: “Queremos governo militar”.
Se dizemos: “Queremos liberdade”;
Eles entendem: “Queremos governo militar”.
Se dizemos: “Somos brasileiros e amamos nossa pátria”;
Eles entendem: “Queremos governo militar”.
Se dizemos: “Não queremos que nossa pátria amada se transforme em ditadura populista”;
Eles entendem - consegue acertar?: “Queremos governo militar”.
Se dizemos: “Fora PT”;
Eles entendem: “Somos a favor de golpe”.
Se dizemos: “Odiamos canalhas”.;
Eles entendem: Entendem isso mesmo. E por isso os canalhas nos odeiam e distorcem qualquer coisa que dissermos.
(Dáuvanny Costa)

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Obviedades de um país amoral

Insiro abaixo o mapa das eleições de 2010; os campos vermelhos - obviamente - se referem aos Estados em que o PT se sagrou vitorioso. Solicito aos amigos - que ainda se importam com o país - que reflitam sobre o mapa. Escancara-se a obviedade: nos lugares em que o PT espalha esmolas os votos em seu favor pululam. 
Lamento profundamente por quem troca sua dignidade por um prato de lentilhas – e aqui não me refiro somente aos pobres. Lamento profundamente ao ver uma nação prostrada ante um partido vil que não poupa esforços no desvirtuamento da moral. Não tenho nada contra pobres; tenho tudo contra manipuladores, corruptos, vis e pessoas que se deixam corromper por altos salários, bons cargos, terras, favores ou esmolas. O PT destrói a dignidade de milhares de pessoas – pobres ou não – que se contentam com óbolos e chafurdam em autocomiseração e peleguismo; pessoas essas que muito fariam pelo país - e por si mesmas - se erguessem as cabeças e conservassem a dignidade, o decoro e o amor-próprio. 
É inconcebível que brasileiros se furtem de suas responsabilidades morais e pessoais em troca de algum benefício estatal. (Dáuvanny Costa)


sexta-feira, 30 de maio de 2014

A Copa NÃO É do PT!

Assombrosos os crimes travestidos de "manifestações" que estão ocorrendo pelo país afora nos últimos meses. A justificativa é a Copa. A Copa, parafraseando "Compadre Washington", virou a "ordinária", a grande meretriz das terras tupiniquins. 
Em uma óptica míope, os problemas do país são resultantes da organização para a Copa do Mundo... Ora! O anúncio da escolha do Brasil para sediá-la se deu em 30 de outubro de 2007. A desaprovação – tanto com a Copa quanto com seus preparativos –, portanto, deveria ter acontecido desde então. 
Desaprovei-a desde o primeiro momento. O anúncio me causou pesar enquanto observava a alegria estonteante de meus compatriotas. Comemorações ardiam em emissoras de televisão e redes sociais. As mazelas deste país mal governado foram esquecidas e a alegria era vista por toda a parte. 
Desaprovei-a. Contatei parlamentares expondo meus argumentos contrários - que obviamente não bastaram. Expus minhas razões aos iludidos. O Brasil, obviamente, não precisava de Copa ou de Olimpíadas. As feridas do país estavam – e continuam – expostas nos mais de cinquenta mil homicídios cometidos ao ano, nos doentes abandonados nos corredores dos hospitais públicos, na educação lançada em valas, na criminalidade alarmante e nas centenas de outras debilidades; a maioria dos ouvidos, porém, estava surda. 
Agora, Inês é morta. Não torcerei para o Brasil vencer o mundial - já não torço há algum tempo -, mas torcerei sim para que os incautos turistas que vierem sejam bem tratados e voltem ilesos às suas casas; torcerei para que os brasileiros manifestem civilidade e educação com estrangeiros e compatriotas. Ainda há pessoas de bem por aqui - que são apenas idiotas úteis.  
Envergonho-me profundamente da corrupção e do descaso com a vida que observamos aqui, contudo, os contribuintes não merecem ver o país sendo achincalhado mundo afora. Destarte, torço pela Copa. Patriotismo? Não! Apenas amor-próprio e valorização dos impostos pagos. Que haja dignidade no povo brasileiro para impedir a realização das Olimpíadas de 2016 em Banânia; contudo, que a Copa transcorra pacificamente – eis que está às portas – porque ela não é do PT. Os "protestos" contra a Copa não passam de pretextos para o cometimento de crimes e desrespeito aos valores. Que possamos retirar uma lição desses meses sombrios para que nas urnas o partido da situação seja extirpado do Planalto e – com muita esperança – um dia, da política nacional. 
(Dáuvanny Costa)

domingo, 23 de março de 2014

País Canguru ou Quando o Chiste Vira Realidade

Tenho visto - espalhada pelas redes sociais à exaustão - a notícia de que prostitutas receberão uma "bolsa" de dois mil reais (a "bolsa-prostituta"); embora se trate de notícia falsa. Quando a fantasiosa "notícia" é postada por algum bom amigo, informo que se trata de algo que "poderia ser verdadeiro, mas ainda não é", posto que foi inventado por um blog de humor. 
Pois bem. Os políticos, desesperados por premiar sempre os piores; por destruir todos os valores e virtudes; por levar o país à falência financeira e moral, discutirão o pagamento da "bolsa mãe solteira" - uma excrescência. Políticos biltres transformaram o Brasil em um país canguru pois descobriram que "bolsas" compram votos e lhes assegura mais tempo no poder. E quem paga a conta? Os contribuintes, claro. Isso me fez recordar Ayn Rand em "A Revolta de Atlas": "Queriam que trabalhássemos em nome de quê? Do amor por nossos irmãos? Que irmãos? Os parasitas, os sanguessugas que víamos ao redor? [...] éramos burros de carga lutando às cegas num lugar que era meio hospital, meio curral - um lugar onde só se incentivavam a incompetência, as catástrofes, as doenças -, burros de cargas que só serviam às necessidades que os outros afirmavam ter". (Editora Sextante, pág. 348)
(Dáuvanny Costa)

Para conhecer - e votar - clique aqui.

segunda-feira, 10 de março de 2014

A lingerie vermelha da deusa da Justiça

Decerto o juiz é antes um cidadão e, como qualquer outro, possui pendores políticos, sociais, religiosos e familiares, contudo, paixões devem ficar fora dos Tribunais. Tribunais existem para abrigar a Justiça e não ideologias de qualquer ordem. O quadro a que se refere o - tendencioso - artigo abaixo é claramente ofensivo e repleto de ideologia de esquerda. A "Associação Juízes para Democracia" presta um desserviço à democracia no momento em que afronta o Estado de Direito insuflando juízes a levar para seus gabinetes convicções pessoais e não a imparcialidade a que se obrigam quando empossados. Parabenizo os que defendem a equidade; os juízes dessa "Associação" precisam aprender a defender a Justiça e parar de rezar por cartilhas ideológicas; afetos de causas sociais devem despir a toga e se lançarem candidatos em disputas políticas.
(Dáuvanny Costa)

http://www.viomundo.com.br/denuncias/juiz-vai-a-julgamento-no-rio-por-pendurar-no-gabinete-quadro-que-denuncia-genocidio.html

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Alea jacta est

Quando se proíbe a Polícia de agir, a população, cansada, age. O vídeo disponibilizado no link abaixo mostra um desocupado dos "black blocs" sendo severamente agredido pela população durante um evento. Na mochila do "manifestante" foram encontrados um estilingue, quatro sacos de bolinhas de gude, luvas e máscaras. 
Não endosso a atitude dos agressores e tampouco a fala do organizador do evento, mas, reitero, quando em um Estado Democrático de Direito a Polícia está impedida de agir por leviandade dos pseudo-governantes, da imprensa, de alguns idiotas infiltrados no MP - e Defensorias - e de ONGs que mantêm relações indecentes com o poder público, a sorte está lançada - e a população está descobrindo que a ordem é "salve-se quem puder".
(Dáuvanny Costa)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Quando inventar leis é mais importante que salvar vidas

Eis aí mais uma lei extremamente celebrada pela sociedade, ativistas pelos direitos das mulheres e uma infinidade de formadores de opinião. Nunca é demais ressaltar que o Código Penal já existente compreende os crimes de agressão e ameaça muito antes da famigerada Lei Maria da Penha. 

Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: 
Pena - detenção, de três meses a um ano. 

Art. 147 – Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave: 
Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa. 

Volta e meia leio nos jornais que um sem-número de medidas protetivas têm sido concedidas por conta da nova lei e tão rápido como são concedidas, elas vêm sendo também violadas - não sem a indignação resoluta dos parentes das vítimas, às quais, as medidas protetivas (um pedaço de papel geralmente) não foram capazes de propiciar proteção. 
As famílias das vítimas, quando não as próprias vítimas, se queixam dos inúmeros BOs que registraram e que, mesmo assim, continuaram sofrendo ameaças ou as mesmas agressões - isso quando não acontece algo mais grave. Medidas protetivas e BOs não são seguranças particulares, sua eficácia está intimamente ligada ao grau de punição que será aplicada em caso de violação das determinações judiciais, o que no caso do Brasil é risível - estão aí as crescentes taxas de criminalidade que não me deixam mentir. 
Você não pode confiar a sua segurança inteiramente ao Estado, ninguém pode se preocupar mais com a sua segurança do que você mesma - e é sabido que é impossível a polícia lhe socorrer a qualquer hora e em qualquer lugar a tempo de evitar o pior. Então, se você se acha ameaçada, procure se proteger antes de mais nada. Existem vários cursos de defesa pessoal por aí que podem vir a lhe ajudar; comprar uma arma de choque ou ainda uma arma de fogo também deve ser considerado, além de outros recursos. Tenha em mente que esse tipo de criminoso sabe onde você mora, trabalha e conhece toda a sua rotina e seus hábitos - jamais negligencie esses fatos. 
Só um detalhe quanto às aulas ou cursos de defesa pessoal, se a primeira lição que tentarem lhe ensinar for "nunca reaja", fuja do curso. Cá pra nós, se você está procurando se defender ou ter alguma chance contra uma ameaça real e próxima, de que vale uma aula que pretende enfiar em sua cabeça que não se deve reagir!? 
Você pode e deve reagir. É óbvio que nem sempre haverá chance ou possibilidade de reação, mas havendo, não hesite em lutar por sua vida - ninguém fará isso por você. Se duvida, basta ver algumas filmagens que correm os jornais mostrando crimes desse tipo, as pessoas que estão em volta - não raro -, saem correndo desesperadas, a última coisa que farão é tentar lhe ajudar - correm pra salvar suas próprias vidas. 
Saiba que muito disso se deve ao maciço combate que é feito a qualquer forma de reação. Os jornais e as autoridades bombardeiam o tempo todo: nunca reaja!, e é exatamente essa negação ao conflito que abate a maioria das pessoas, chega a ser vergonhoso - mas é a realidade que nos cerca. 
Recomendo um filme estrelado pela atriz Jennifer Lopez, traduzido no Brasil como "Nunca Mais", esse filme ilustra bem a situação que estou tentando retratar aqui, não é um primor do cinema, mas passa a mensagem da não submissão à violência gratuita. Óbvio, por se tratar de obra de ficção, tudo funciona como o planejado - mas qualquer um com bom senso sabe que na vida real as coisas não são tão simples; de qualquer forma, o maior interessado em defender a sua vida deve ser você mesma, portanto, lute!, reaja! 

"Se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa." (Mateus 24.43)
(Sérgio Gomes, texto original aqui).

Importância Vital

"Toda a doutrina social que visa destruir a família é má, e para mais inaplicável."
(Victor Hugo)

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O Anjo do Natal ou Recado para quem não cita autorias

Bem, vamos lá [...]. 
A poesia abaixo possui uns dez mil compartilhamentos no facebook. A maioria sem citar meu nome, ou seja, sem os créditos. Não me incomodei durante algum tempo - leia-se dois anos -, contudo, como defendo sempre o que é correto - e citar autorias é o correto - começo a me sentir incomodada, destarte, estou publicando a imagem abaixo. Se alguém quiser compartilhá-la, tem aqui a oportunidade de fazer o que é certo. E espero que faça.
Apenas para constar, a poesia foi retirada deste blog - mais precisamente daqui - e circula desde então.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Santo de Casa

O ser humano tem o dom de procurar sombras quando a luz está à frente, embrenhando-se pelos caminhos do amor ao que não conhece. O dom de amar o inatingível artista de tv e aplaudir suas tolices. O dom de aplaudir a celebridade instantânea de rosto bonito e cabeça vazia. O dom de admirar os sem-religião, sem-moral e sem-temor. O dom de se expressar de forma magnânima enquanto grita "ele merece" a alguém que nunca havia visto antes e que lhe é apresentado por um animador de auditórios, que, em desenfreado desespero por números, atua como salvador.
O ser humano se deixa seduzir pelo brilho da moda, brilho que não acende nada de verdadeiro em sua humanidade, antes a deslumbra numa alegria cega e letárgica que nunca poderá transformar seu ser. Admira o desconhecido, aplaude o visitante que chega sem licença, louva a imbecilidade das personalidades descartáveis. Segue padrões ditados por pessoas prestigiadas como celebridades, mas moralmente enfermas.
Enquanto isso, ignora as celebridades nas sombras e buracos do mundo. Celebridades que celebram mistérios desconhecidos. Celebridades que jamais foram entrevistadas em programas de televisão. Célebres por ser quem são, célebres cuja celebridade está na luta constante pela vida que não podem negar em si mesmas.
Célebres. Mães abandonadas que ousaram ser mães e pais sem declinar de sua luta.
Pais que ousaram, da mesma forma, também se converterem em mães, celebrando em si mesmos o milagre de semear e irrigar. 
Pais e mães que semeiam e parem com o coração na sublime missão de criar filhos não havidos de si.
Religiosos que creem na religião sem descrer do Evangelho da graça.
Advogados que não se rendem às facilidades da profissão, insistindo na missão que os fez trilhar caminhos ladeados de dores e sacrifícios.
Juízes que não relativizam a aplicação da lei em nome de uma suposta 'justiça social'. 
Médicos exaustos que insistem na capacidade sobrenatural de renovarem a vida.
Cristãos sedentos pela fonte da Água Viva que brota do trono celestial.
Intelectuais desanimados pela agrura do zelo, mas constantes nos propósitos escolhidos por suas almas.
Célebres. Merecedores de celebrações. No entanto, a humanidade em nós, que nos afasta da inexprimível sublimidade do divino, nos faz desprezar o que conhecemos, na tentativa de fugir da graça.
O que faz um homem já beirando os cinquenta anos voltar à escola para terminar o ensino fundamental? O que faz uma mulher lavar roupas para fora para alimentar seus filhos? O que faz um professor dedicar horas de seu tempo a ensinar valores? O que faz uma mulher perseguir um sonho mesmo que tudo pareça contra ela? O que faz um Policial se entregar à morte protegendo um ideal? O que faz um cristão não se render às armadilhas da estrada? O que faz uma mulher ser fiel a um homem e à sua memória, quando ausente dela? O que faz uma mãe arrumar a cama do filho que não voltará? O que faz uma viúva prosseguir e sorrir mesmo com a dor paralisante de sua alma? O que faz um homem trabalhar honestamente mesmo com todos os exemplos de vitória barata? O que faz um trabalhador ser esmagado por impostos e não renunciar à dignidade do trabalho? O que faz um homem escolher uma só mulher para amar e a ela se entregar sem reservas e sem receios? O que faz uma esposa deixar seu lar para limpar e cuidar do lar de outrem? O que faz um homem ser um homem?
O que faz essas coisas maravilhosas acontecerem é o milagre da graça; a esperança da glória; a poetização do divino em nós; a celebração que faz de nós celebridades anônimas.
Ainda assim, mesmo com tantos exemplos de maravilhosa graça se derramando no homem, esse prefere se admirar do pouco, do pequeno, do medíocre, banalizando a excepcionalidade do que é comum, do que é familiar, de seres imperfeitos que tentam alcançar a perfeição com gestos simples e tantas vezes não notados e mal interpretados. A familiaridade retira de nós a amplitude da maravilha: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele. E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua casa" (Marcos 6.2-4).
Isso é a banalização da maravilha. O homem se negando a admirar o que lhe é familiar. Era inequívoca a maravilha que se projetava à frente daquelas pessoas, na figura de Jesus, mas Ele era "apenas" o carpinteiro, o vizinho, o familiar e o comum. A familiaridade que destrói e corrompe. A familiaridade que evita a graça que transborda do comum, do irmão, do vizinho, do amigo, do cônjuge.
Os olhos se perdem nos talentos imaginados no outro desconhecido. Assim, admira-se a devoção do marido da outra, a beleza da mulher do outro, a inteligência do irmão do amigo, a sabedoria do pregador que nem sabemos pronunciar o nome. Para nós, o milagre não pode nascer ao nosso lado, a graça não pode ser derramada sobre alguém que conhecemos e sabemos onde vive. Para nós, a sabedoria que vem do alto não paira naquele que convive conosco.
Bem-aventurados os que se maravilham do comum; que aprendem a admirar a santidade de seu irmão, a fidelidade de seu cônjuge, a beleza de seus filhos, a inteligência de seu amigo, a sabedoria de seus pais, a honestidade de seu igual.
Bem-aventurados os que sabem que negar a maravilha que há no nosso igual é negar a graça.
Bem-aventurados os que não resmungam que "santo de casa não faz milagre"
(Dáuvanny Costa)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Terrae Brasilis

No discurso televisivo a presidAnta defendeu a convocação de um "plebiscito popular" (sic) e a ideia de tornar crime hediondo a "corrupção dolosa" (sic). Pior que isso só os cartazes dos manifestantes com pedidos de "pelo futuro da nassão" (sic) e "desculpe o transtorno" (sic) [...]. 
Os discursos da PresidAnta podem ser lidos - e alguns, ouvidos - clicando aqui. Seriam cômicos, se não fossem absurdamente trágicos. 
(Dáuvanny Costa)

terça-feira, 18 de junho de 2013

ESTADO DE CONFUSÃO

Inicio com uma frase muito usual ultimamente: não me representam. O tal "gigante adormecido" que caminha pelas ruas não passa de uma massa homogênea e disforme que não conhece limites e não respeita autoridade.
Acompanho as manifestações com preocupação e temor buscando alguma identificação, algo com que também possa alegrar-me. Não encontro. Pululam descontentamentos na massa. Os protestos transitam entre os mais distintos: O preço da passagem é muito alto – deveria ser de graça. O número de creches é pequeno – deveria ser maior. Os hospitais possuem poucos leitos – deveriam possuir mais. Os preparativos para a Copa do Mundo empreenderam muito dinheiro público - mas há complacência com as "bolsas-tudo". Os ingressos para a Copa das Confederações deveriam ser de graça; as escolas deveriam abrir mais vagas; deveria haver mais policiamento nas ruas - mas não nas ruas por onde passam os manifestantes e etc.. Causa-me espécie a celebração dos incautos.
Intrinsecamente, os protestos são todos pela mesma causa: mais intervenção estatal e mais "coisas de graça". Quase todos. Havia ali uma pequena minoria defendendo o livre mercado e carregando cartazes com citações de Ayn Rand. Ali, no meio da turba, homogeneizando-se com ela e celebrando aparecer nas páginas da Carta Capital. Nauseabundo. Intrinsecamente, os protestos ganharam a mesma causa: aparecer.
As caminhadas são pelos mais variados motivos, por todos os motivos, e, inclusive, pelo direito de outrem protestar. Protesto pelo protesto. Revolução que se agita no seio da massa, em sua caminhada sem sentido, homogênea conquanto polimorfa, engajada em causa encetada por grupos radicais que visam o poder, grupos que foram traídos pelo governo da situação, governo esse que, momentaneamente, se desfez de seus ideais marxistas e seguiu a cartilha do antecessor – não que o antecessor fosse melhor, obviamente; apenas menos nocivo.
As caminhadas não são agendadas para o final de semana. Elas não servem ao seu propósito se não atrapalharem o trânsito e a vida dos trabalhadores que voltam para casa após o expediente diário. Elas não servem se não promoverem o caos, a baderna, o vandalismo e os ataques à Polícia. Elas não servem – principalmente em São Paulo – se não atacarem o governo da oposição – que nem oposição sabe ser.
Exultar quando os oportunistas seguem o padrão do governo federal – fingindo rivalizar com ele – apenas gera transtorno, não torna o Brasil um país melhor para nós ou para gerações vindouras. Os métodos utilizados pelos organizadores dos protestos são os mesmos métodos seguidos por aqueles que eles fingem odiar: confusão e caos. Saber que Policiais são agredidos e condenados e mesmo assim celebrar não torna ninguém melhor que os criminosos que tomaram o país de assalto – ainda que tenha sido pelo voto popular.
Constrange-me encontrar representantes da Ordem dos Advogados do Brasil por ali. Coniventes com a massa, eles não protestam – seja lá o que isso signifique no momento; apenas observam solidários, aguardando qualquer violação de direitos para agir. Policiais foram insultados e agredidos no exercício de seu ofício – dentre os quais destaco o soldado Wanderlei Paulo Vignoli, covardemente espancado pela turba ensandecida – e não receberam da OAB olhar de complacência.
Surpreendentemente, o art. 2º do Estatuto de Ética da OAB (Lei 8906/94), reza: "O advogado, indispensável à administração da Justiça, é defensor do Estado democrático de direito, da cidadania, da moralidade pública, da Justiça e da paz social, subordinando a atividade do seu Ministério Privado à elevada função pública que exerce [...]". Solidarizar-se com a desordem não é atribuição da OAB; a anuidade escorchante arrancada dos advogados não deve servir a fins escusos. A função da OAB é defender os interesses dos advogados, haja vista esses a manterem, bem como os interesses da sociedade, defendendo a democracia. Onde se encaixa, no artigo aludido, a presença da OAB no meio da manifestação?
Obviamente não estou satisfeita com o status quo; mas minha ideia de justiça não compactua com mais "coisas grátis" para quem nunca fez sacrifícios na vida, para quem não empreendeu qualquer esforço pessoal e para quem não sabe o significado da palavra dor. Luto por condições dignas em que cada um possa adquirir educação e saúde de qualidade e para que cada um possa melhorar sua vida por si mesmo. Luto por punição exemplar para criminosos, destarte, não posso ser conivente com delitos de qualquer ordem. 
Não seja ingênuo; não se deixe enganar por discursos vazios e não compactue com o mal. Não pense que pode "vencer o inimigo" em um campo que ele conhece bem. No meio da turbamulta, erga os olhos e não será difícil enxergar os destroços e os rumos. Nós, os indivíduos privilegiados, os que conseguimos enxergar o abismo para onde segue a caminhada, somos melhores do que isso e podemos dizer, sem receio: "não temos nada com isso e vocês não nos representam". O projeto gramcista em curso no Brasil deve ser abortado NAS URNAS. Ou viraremos Cuba – com turba ou sem turba. 
(Dáuvanny Costa)

sábado, 4 de maio de 2013

Sê forte e corajoso

Por vezes, a força cansa de ser forte. 
O que nos resta é ficar quietos nos braços de Deus - e apenas confiar.
(Dáuvanny Costa)

quinta-feira, 28 de março de 2013

Os três porquinhos reaças

Era uma vez três porquinhos: Cícero, Heitor e Prático. Um belo dia, os três porquinhos decidiram sair da casa de sua mãe e construir as próprias casas. Cícero construiu para si uma casa de palha, Heitor, uma casa de madeira, e Prático, uma casa de tijolos. Cícero e Heitor construíram rapidamente suas casas, enquanto Prático demorou mais para construir a sua, já que era mais difícil erguer paredes de tijolos do que de palha ou de madeira.
Certa vez, apareceu um lobo nas redondezas. Movido por sua natureza predatória, o lobo quis devorar os porquinhos. Indo à casa de Cícero, o lobo bateu à porta. Cícero se escondeu, mas o lobo derrubou a casa com seu poderoso sopro, fazendo Cícero fugir. Em seguida, o lobo foi à casa de Heitor, que também se escondeu quando o lobo bateu à porta. Novamente, o lobo usou seu sopro poderoso, derrubando a casa do segundo porquinho, que fugiu para a casa de seu irmão Prático – onde encontrou Cícero, que fugira para lá antes.
O lobo, então, foi à casa de Prático. Tentou derrubar a casa, mas não conseguiu, pois a casa de tijolos era bem forte. Então, o lobo empreendeu uma nova tática e, vendo que a casa tinha uma chaminé, tentou usá-la para entrar na casa. No entanto, Prático acendeu o fogo e pôs sobre ele uma panela, que começou a queimar a cauda do lobo. O lobo fugiu, machucado, e os porquinhos ficaram a salvo. Mas não por muito tempo.
Dias depois, todos os jornais noticiaram que o pobre lobo havia sido discriminado pelos três porquinhos, que haviam adotado uma postura conservadora e reacionária contra o lobo por não quererem entender a sua natureza. O lobo entrou com uma representação na Secretaria Especial da Igualdade Animal da Presidência da República, que encaminhou o caso ao Ministério Público Animal. O Ministério Público Animal, após alguns dias de investigação, encaminhou denúncia à Justiça Animal contra os três porquinhos por especismo (preconceito contra uma espécie) e tentativa de lupicídio. Diversas ONGs do movimento lupino promoveram “esculachos” na frente da casa dos porquinhos, denunciando o inaceitável conservadorismo suíno. O Conselho Lupinista Missionário publicou uma carta-aberta do lobo, denunciando que o ato cometido contra ele pelos porquinhos representava o genocídio que a nação lupina sofria nas mãos da elite suína. 
A comoção nacional foi geral. Passeatas foram convocadas nas redes sociais contra o genocídio lupino, com os revoltados acrescentando em seus nomes o termo Loboni-Uivoá em homenagem ao pobre lobo. Personalidades animais manifestaram-se no Twitter, deram declarações a jornais e revistas, e até um vídeo foi elaborado com atores de uma prestigiosa emissora de televisão para sensibilizar as pessoas. O Executivo criou a Campanha do Despanelamento com a justificativa de recolher as panelas clandestinas para reduzir os índices de violência e promover uma cultura de paz. As ONGs do movimento lupino entraram com uma ação de expropriação contra os porquinhos com base em estudos que apontavam que aquela região pertencia originalmente aos ancestrais lupinos, expulsos dali pelo agronegócio suíno muitas décadas antes. A Justiça Animal considerou a ação procedente, acatou o pedido e despejou os porquinhos, ordem que foi cumprida pela Força de Segurança Animal, dando a casa para o lobo. Presos, os porquinhos foram condenados pela Justiça Animal pelos crimes de tentativa de lupicídio e especismo, o que rendeu a eles uma pena bastante pesada. Importantes apoiadores da causa lupina, como o Frei Lobonardo Boff, disseram que aquele era um dia especial para todas as vítimas do especismo reacionário dos porcos brancos de olhos azuis, e outros aplaudiram a decisão da Justiça Animal, que certamente representava a valorização das lutas históricas dos povos lupinos.
Em tempo: esta é uma adaptação livre de um conto infantil, e se trata apenas de uma pequena obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
(Felipe Melo).  Extraído daqui.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Mediocridade em nome da lei

A fim de devassar a vida particular de milhares de pessoas, o (des)governo petralha inventou a “lei de acesso à informação”. Alega o inominável monstro que “as pessoas precisam saber o salário das outras” – não com essas palavras, claro.
Os apátridas petistas, ensandecidos pela fome de poder e com o desejo infame de controlar a vida alheia, fazem e desfazem com o apoio irrestrito e benevolente de um STF absolutamente arrebatado.
Em nome da “moralidade pública” – que eles nem fazem ideia do que seja -, os nefastos governantes vergonhosamente expõem a privacidade de milhares de funcionários públicos que estudaram e merecem o cargo público que ocupam ou ocuparam. No ápice da hipocrisia, os governantes imorais desse país e, precipuamente, os integrantes de um partido boquirroto, expõem publicamente os salários de servidores e inativos enquanto escondem suas imundícies sob o tapete da dissimulação. O princípio da isonomia induz ao óbvio: a lei não deve ser fonte de privilégios ou perseguições; mas o óbvio é artigo desconhecido pelos governantes.
Custa-me compreender qual o grande serviço que se presta à uma nação expor a vida de pessoas que a servem, que vivem e morrem por ela. Um servidor do governo – do governo, eu escrevi, não do país -, ocupante de relevante cargo público, beira as raias da demência ao declarar que as decisões que impediam a barbárie da divulgação de salários, “causam grave lesão à ordem pública”. Bisbilhotar a vida alheia, então, causa lesão à ordem pública [...].
Vamos aos fatos:
Primeiro, insistem reiterada e incansavelmente que cidadãos não adquiram armas de fogo - ou entreguem as que possuem -; depois, obrigam que a consciência seja subjugada e um país inteiro sorva convicções e orientações alheias - e anormais; a seguir, proíbem que pais exerçam seu direito legítimo de educar os próprios filhos; no mesmo norte, retiram de repartições públicas os crucifixos que identificam o Cristianismo, enquanto tratam com simpatia o aborto, legalizando-o, aqui e ali; ampliando o leque, criam cada vez mais cautelares para premiar criminosos e ridicularizar vítimas. E mais. E mais. E mais.
Talvez não seja o fim dos tempos. Talvez se trate somente do fim de um país que nunca tenha sido bom, mas no qual pessoas comprometidas com a vida e com a verdade se sentiam em casa.
Quem tem ouvidos, ouça; enquanto os incautos aplaudem, tão medíocres quanto os demagogos infames que se apoderaram do poder.
(Dáuvanny Costa)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Comum

A familiaridade retira de nós a amplitude da maravilha, sossega o assombro e encurta o respeito: 
Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele. E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua casa” (Marcos 6.2-4). 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Nossa Vileza

"Ora, cristãos, não sejam assim: aprendamos ao menos do demônio a estimar nossa alma. Vejamos o que o demônio hoje fez por uma alma alheia para que nós nos corramos e confundamos do pouco que fazemos pelas próprias. Vai-se o demônio ao deserto, está-se nele quarenta dias e quarenta noites, como se fora um anecereta; e em todo este tempo esteve vigiando, e espreitando ocasião, e tanto que a teve, não deixou pedra por mover para a conseguir. Vendo que não lhe sucedia, parte para Jerusalém, e sendo tão inimigo de Deus, vai-se ao Templo para persuadir a Cristo que se arrojasse do pináculo: Mitte te deorsum (1): Estuda livros, alega Escrituras, interpreta salmos: Seriptum est enin, quia angelis suis mandavit de te, et in manibus tollent te, ne forte offendas ad lapidem pedem tuum (2). Resistindo também aqui, e vencido segunda vez o demônio, nem por isso desmaia: corre vales, atravessa montes, sobe ao mais alto de todos; e só por ver se podia fazer cair a Cristo, não repara em dar de uma só vez o mundo todo. E que o demônio faça tudo isto por uma alma alheia; e que façamos nós tão pouco pela própria
Que se ponha o demônio quarenta dias em um deserto para nos tentar; e que eu nos quarenta dias da Quaresma não tome um quarto de hora de retiro para lhe saber resistir! Que vigie o demônio e espreite todas as ocasiões para me condenar; e que deixe eu passar tantas de minha salvação; e ocasiões que uma vez perdidas, não se podem recuperar! Que vá o demônio ao Templo de Jerusalém distante tantas léguas, para me despenhar ao pecado; e que tendo eu a Igreja à porta, não me saiba ir meter em um canto dela, como o Publicano, para chorar meus pecados! Que o demônio para me persuadir estude e alegue livros sagrados; e que eu não abra um só espiritual, para que Deus fale comigo, já que eu não sei falar com ele! Que o demônio vencido a primeira e segunda vez, insista, e não desmaie para me render; e que se comecei acaso alguma obra boa, à primeira dificuldade desista, e não tenha constância nem perseverança em nada! Que o demônio para me fazer cair, desça vales e suba montes; e que eu não dê um passo para me levantar, tendo dado tantos para me perder! Finalmente, que o demônio para granjear a minha alma, não repare em dar ao primeiro lanço o mundo todo; e que eu estime a minha alma tão pouco, que bastem os mais vis interesses do mundo para a entregar ao demônio! Oh miséria! Oh cegueira!"...
(Antônio Vieira in Sermão da Primeira Dominga da Quaresma ou das Tentações)

(1 e 2) Mateus 4.6