sábado, 25 de fevereiro de 2012

A minha tragédia

Às vezes oiço rir, e uma agonia
Queima-me a alma como estranha brasa.
Tenho ódio à luz e tenho raiva ao dia
Que me põe n'alma o fogo que m'abrasa!

Tenho sede d'amar a humanidade...
Eu ando embriagada... entontecida...
O roxo de meus lábios é saudade
Duns beijos que me deram noutra vida!

Eu não gosto do Sol, eu tenho medo
Que me vejam nos olhos o segredo
De só saber chorar, de ser assim...

Gosto da noite, negra, triste, preta,
Como esta estranha e doida borboleta
Que eu sinto sempre a voltejar em mim!
(Florbela Espanca in Livro de Mágoas)

3 comentários:

Por Ele. disse...

Um presente pra você!

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=3CiqmItUFDo#!

"Para Ti, Senhor, eu serei verdadeiro meio a tudo isso.
Quando a cegueira que vem através da amargura da alma.
Você está me ensinando a ver com os meus olhos e a fraqueza que vem quando você me toca com sua mão... Para sempre eu vou ser apoiado em Você!
Senhor, eu quero Você!"

Dáuvanny Costa disse...

Não perguntarei por onde andou, de onde vem, se partirá novamente amanhã. Apenas exprimirei, com inefável alegria, que é bom tê-la de volta. Excelente presente. Guardado no coração. Abraço.

Por Ele. disse...

https://www.facebook.com/Plimaneves

Me adiciona. Faz um... Que seja, entremos em contato. Estou trabalhando muito e larguei meu blog... Cansada.

É isso... Em parte, voltei.

Um beijo.