quinta-feira, 7 de abril de 2016

Estado de Sítio

"Dois de Abril: O Cb Reginaldo Taiacoli, 46 anos de idade e 27 de PM, foi executado na frente do filho adolescente enquanto calibrava o pneu do carro na Zona Sul de SP. 
Quatro de Abril: Os Sds Alex de Souza, 28 anos, e Leonel Almeida de Carvalho, 29, foram alvejados quando faziam cerco a uma quadrilha que acabara de roubar empresa de transporte de valores em Santos, SP. 
Cenas de guerra. Criminosos portando armas de guerra e munição ilimitada; afrontando leis, cidadãos, Polícia e Estado. Facínoras que não pensam duas vezes antes de puxar o gatilho porque a lei não lhes pesa ou constrange. 
Contudo, não houve comoção pública. A mídia televisiva não dispensou mais que alguns minutos em notas. A dor de quem se importou - e se importa - foi silenciosa, contida e paciente; uma dor que não explodiu em lamentações - porque não quer ser consolada. 
Vida que segue - dirão alguns; esquecendo-se de que qualquer atentado contra agentes da segurança pública é um atentado contra o Estado; é uma ameaça à segurança de qualquer cidadão decente. Criminosos não temem nossas leis ultrapassadas e lenientes que servem mais para protegê-los do que para detê-los. Assim, o posto de combustíveis poderia ter sido aquele em que abastecemos nossos veículos; a troca de tiros poderia ter ocorrido em frente às nossas casas. Poderia ter sido, mas não foi. Não desta vez. Porque desta vez alguns homens honrados estavam no caminho - e não voltaram para casa." (Dáuvanny Costa)

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