terça-feira, 15 de setembro de 2020

À Rachel

Nunca fiz muito por ela. Contentava-me em amá-la. 
Ela nunca me pediu nada. Talvez se contentasse em me amar. 
Hoje me resta outro vazio. 

- Dáuvanny Costa

domingo, 9 de agosto de 2020

O que eu deveria ter aprendido sobre o tempo

    Nesta vida somos apenas passageiros. Nada é definitivo. Aqui não é o destino final.

Quando assimilamos esse fato, entendemos que não importa o que aconteça, o que nos cabe é defender a verdade, cuidar da família, perdoar os que nos ferem e tentar fazer o melhor com o que nos é colocado nas mãos. Se falhamos nisso é porque nos falta o sentido do tempo; julgamos que existirá tempo ou condições mais favoráveis no amanhã. Amanhã é um tempo que não existe. As condições favoráveis podem não chegar; o próprio amanhã é perspectiva, mundo do vir-a-ser – pode vir, pode não vir. Perseveremos em fazer o que é possível no presente, no tempo de agora, porque ele não espera estarmos dispostos, ganharmos dinheiro, nos formarmos, entendermos o sentido da vida, termos folga de tempo. O momento perfeito não existe. A vida nos atropela em nossas boas intenções e o que sobra é arrependimento por amanhãs que não chegarão.
O tempo que perdemos preocupados com o que o governo deveria fazer - e não fará -, com o que o país deveria ser - e nunca será -, com a forma como as pessoas deveriam se comportar - e não irão -, nunca nos será devolvido. Ele é nosso bem mais precioso. Tempo é vida que passa, é velhice que chega, são pessoas que partem. Tempo é areia que escorre entre os dedos.
Tempo é a visão que embaça, a ruga que se insurge, o cansaço que domina. E ele passa levando sonhos, desejos, intenções, projetos, esperanças. Ele passa levando o que fizemos e o que nunca mais poderemos fazer. Só há uma coisa que o tempo custa a levar: as lágrimas e a dor de se ter feito muito menos do que se poderia.
O dia é hoje e não custa repetir que o que nos cabe é defender a verdade, cuidar da família, perdoar os que nos ferem e tentar fazer o melhor com o que nos é colocado nas mãos. O resto pode ser belo, agradável e confortável, mas são apenas sombras.

Eduardo, Rachel, Ivanni e Aparecida, espero que Deus me faça digna e me conceda a graça de reencontrá-los.
- Dáuvanny Costa

terça-feira, 5 de maio de 2020

Uma voz dissonante no mundo

Desde o início da pandemia, tenho acompanhado os dados mundiais pelos dois endereços que trago nessa postagem. Observo, sobretudo, a evolução do vírus chinês em países que não decretaram lockdown ou quarentena de sadios, como é, por exemplo, o caso da Suécia. A doença parece estar seguindo a mesma trajetória lá que segue no resto do mundo, sem quebrar a economia. O número de vítimas fatais nem chega perto de Espanha e Itália - que decretaram lockdown - ainda que seja superior a outros pequenos países. A Suécia sequer suspendeu as aulas infantis - ainda que tenha suspendido as do ensino médio e superior. Só isso.

Quando "iluminados" pseudoprotetores da humanidade discutem a resposta leve da Suécia ao vírus, eles adotam um tom de crítica e acusação - é necessário se perguntar o motivo. Por que aceitar cegamente as medidas impostas por um país asiático ditador, que mata seu povo e está comprando governos e emissoras de televisão pelo mundo, em vez de procurar alternativas? O estrago no país - e no mundo - já está feito, mas enfim, é sempre bom o exercício da reflexão.

A desculpa para a Itália - claro, sempre haverá uma desculpa - de que os casos explodiram porque não se decretou o lockdown antes, é puramente especulativa; e o exemplo dos países que não aderiram a ele - não foi apenas a Suécia - prova isso. A Itália não havia adotado confinamento, mas tampouco adotou outras contramedidas, sendo que teve tempo para fazê-lo; assim, a justificativa talvez deva ser a de que ela demorou a AGIR. Em vez de tomar precauções sanitárias, por exemplo, preferiu ignorar completamente o problema - ou piorá-lo, como fizeram alguns prefeitos. Postei dois mapas e os acompanho desde fevereiro de 2020. A questão é que cada país pode criar seus próprios mecanismos sem seguir determinações simplesmente matemáticas e não científicas - como o estudo do Imperial College, que é seguido pela OMS - e governantes não podem tomar medidas drásticas sem sequer serem questionados pela sociedade a quem devem servir. "Olhe para a Itália" não é um argumento, como uns e outros fazem crer.

Pode-se alegar, e com razão, que na Suécia - usei-a como exemplo, mas, repito, há outros - a educação e a responsabilidade são diferentes. São mesmo. O pensamento de comunidade faz diferença; se importar com o outro com quem dividimos o barco faz diferença. Nesse contexto, destruir o país - ou desejar que seja destruído - por não se gostar do chefe do Executivo, convenhamos, é um sentimento ordinário.

Eu oro pelas vítimas do vírus chinês; mas também pelas vítimas dos tiranos, da tragédia econômica e das vítimas da criminalidade que grassa nesse país e que não está de quarentena.
(Dáuvanny Costa)

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Máscaras

Vidas humanas não são plataforma política e pessoas não são experimentos sociais para confiná-las e esperar que reajam todas da mesma forma. O Brasil invisível, do qual escrevi em texto passado, é formado por casas humildes de brasileiros sem emprego e sem instrução, trabalhadores informais, idosos e crianças, muitas crianças. 
Pessoas confinadas juntas, por tempo indeterminado e sem dinheiro não é uma mistura que parece funcionar.
O número de violência doméstica aumentará - assim como outros crimes -, mulheres e crianças sofrerão ainda mais com a violência que já as cerca diariamente. Autoridades carentes de visibilidade, jornalistas sedentos por audiência e celebridades - só sendo celebridades mesmo - não parecem realmente se importar. O que importa é colapsar o voto popular. 

Nada como o pânico para desmascarar a hipocrisia.
- Dáuvanny Costa

terça-feira, 28 de abril de 2020

E o Mar...

E o mar? Passo ao largo pela epidemia de pânico porque estou ocupada olhando o mar, lendo sobre os países que estão desenvolvendo vacinas, assistindo ao documentário "Grandes Momentos da Segunda Guerra em Cores", trabalhando, acompanhando debates esperançosos sobre a hidroxicloroquina e outros medicamentos, ajudando outras pessoas a pagarem suas contas, orando por esta e pelas demais nações do mundo, ouvindo J. S. Bach, Beethoven, Queen, Dire Straits, Nazareth, escrevendo essas palavras para ninguém ler, apreciando hoje a leitura de "Os intelectuais e a Sociedade", de Thomas Sowell, e "Iludidos pelo Acaso", de Nassim Taleb. 

Dia sim outro também tenho lido poesia, dia sim outro também leio a Bíblia olhando o mar.

Enquanto tiranetes e comunicadores tentam nos assombrar com o mal que só agora eles descobriram no mundo, eu - que já conheço o mal há tempos - estou ocupada apreciando toda a beleza do mundo. 
E se forem meus últimos dias sobre a terra, é assim que quero vê-los terminar. É assim que agradeço a Deus por mais um dia, por mais um ano e por toda Sua graça sobre mim. 
- Dáuvanny Costa 


"Afinal, é bobagem viver só na peste. Na realidade, um homem deve lutar pelas vítimas. Mas, se deixa de gostar de todo o resto, de que serve lutar?"
- Albert Camus em A Peste




terça-feira, 7 de abril de 2020

Epidemia de Totalitarismo

Em Paraty, RJ, empresário que distribuía cestas básicas é preso acusado de descumprir medida de combate ao covid-19. No Brasil inteiro, milhares de presos são liberados visando o mesmo intento - supostamente.
Em Forquilhinha, SC, a Polícia Militar notificou uma família de 5 pessoas porque estavam orando. Em casa. Às 15h31min.
Em Poços de Caldas, MG, agentes municipais exigiram o encerramento de uma missa transmitida on line e de portas fechadas porque a equipe de transmissão estava na igreja – cerca de 5 pessoas.

Em Caldas Novas, GO, uma mulher foi detida e algemada por se aproximar de outros transeuntes e expor sua opinião sobre a quarentena imposta no Estado.

Em Canoas, RS, uma cafeteria, fechada, foi interditada por Policiais Militares e sua proprietária conduzida à delegacia porque ali se realizava uma pequena comemoração de casamento. 

No Guarujá, SP, uma banhista sozinha foi derrubada na areia e arrastada por guardas municipais e guarda-vidas.

Em Barra de Guabiraba, PE, uma moradora registra Policiais Militares fazendo bloqueio na entrada de um supermercado a fim de limitar a entrada.

Em Florianópolis, SC, alguns poucos banhistas foram surpreendidos pelo helicóptero Águia da Polícia Militar que fez uma tempestade de areia com voos rasantes a fim de expulsá-los.

Em Sumaré, SP, o governo do Estado, com o envio de 12 viaturas, confiscou 500 mil máscaras de uma fábrica que estava tentando atender pedidos recebidos.

Em Recife, PE, o governo estadual confiscou todo o estoque de máscaras de estabelecimentos comerciais.

Em Sobral, CE, prefeito circula armado pelas ruas, ameaçando as pessoas que não guardarem distância entre si.

Em Lourenço do Oeste, SC, um almoço foi interrompido pela Polícia Militar alegando aglomeração. Tratava-se de ambiente aberto com cerca de 10 pessoas - da mesma família.
Em Cotia, SP, uma fábrica de respiradores teve seus produtos confiscados pela prefeitura, ante a indignação e impotência de sua proprietária.
Em Icaraí, RJ, duas mulheres foram conduzidas à força para a delegacia por 6 agentes por estarem fazendo caminhada no calçadão.

São apenas alguns exemplos do que está ocorrendo por todo o país. A pandemia do covid-19 também virou uma epidemia de pânico, demagogia e totalitarismo, sem Judiciário ou Ministério da Justiça como socorro. Finalizo citando Peter McCabe: “Uma pergunta frequente ouvida nos últimos 70 anos: como um povo sofisticado e culto, como o alemão, permitiu o surgimento do nazismo? Bem, olhe ao seu redor. A resposta está aí”.
(Dáuvanny Costa)

domingo, 22 de março de 2020

O Brasil Invisível

Nas últimas semanas fomos bombardeados por notícias originadas de um país fechado sobre um vírus que ninguém consegue deter. 
Esse minúsculo terrorista, após passear pela terra provocando danos sem medida, invadiu a nossa nação sequer nos dando tempo de lamentar pelas demais. Junto com ele vieram medo, discórdia, tristeza, incertezas, impotência, medidas drásticas, demagogia, insegurança, estrangulamento da economia. Junto com ele veio pânico. 
Os mais belos lugares do mundo estão desertos, as pessoas suspenderam os abraços e o senso crítico, há ordem para manter distância do semelhante, abrem-se mercados e se fecham igrejas enquanto se esquece que nem só de pão vive o homem. A terra parou. Raul Seixas vangloriar-se-ia, mas esse não é um sonho de sonhador e o vírus segue, caminha sem trégua, reprimindo respirações e bom senso.
O vírus abre uma clareira. E, seguindo seu rastro, caminham homens vis, que espreitavam oportunidades de galgar mais poder; caminham notícias exaltadas que geram comoção; caminha a insegurança de quem nunca antes havia se sentido ameaçado. É um vírus que assusta os abastados, os poderosos, os guardiões da moral. É um vírus que não se importa com cores, estaturas, credos, títulos, diplomas, classes sociais, cargos, temperaturas. Nada disso o detém.
Em nome dele, líderes que seguiram seu rastro se manifestam e anunciam medidas espetaculosas sem dimensionar suas consequências. Em nome do medo, esses líderes não cogitam que o remédio pode matar o vírus, mas pode também matar o doente.
O estrangulamento da economia é um fator importante a ser considerado. Empresas podem fechar as portas, o desemprego aumentará, salários serão reduzidos, pessoas ficarão inadimplentes, o fardo ficará mais pesado.
Esse, contudo, não é o fator principal.
Há o Brasil invisível. Esse, que os governantes só veem quando querem votos, que a autoridade só abraça quando quer aumentar seu poder e riqueza, que só é lembrado para artistas fazerem demagogia e emissoras de televisão filmarem novelas.
Há esse Brasil.
É fácil dizer para a classe média ficar em casa. É mais fácil para a classe média ficar em casa. Eu posso perfeitamente bem ficar em casa; sou caseira por natureza e minha casa possui todas as comodidades de que preciso.
“Fiquem em casa!” – gritam tresloucadas as autoridades. “Lavem suas mãos!” – gritam desvairadas as celebridades; sentindo-se, elas próprias, ameaçadas. Passei dificuldades na vida, mas hoje tenho boa comida e, se ela acabar, posso ir ao mercado da esquina para reabastecer a despensa ou pedir alguma coisa por telefone, tenho uma cama confortável para dormir, moro em um lugar amplo e arejado, posso trabalhar em casa normalmente, e não possuo quaisquer problemas de locomoção, se precisar sair. E, que fique claro, não estou pedindo desculpas por poder fazer isso.
A maioria das pessoas que clama às outras para não saírem de casa possui preocupações legítimas com o país - não duvido disso -, mas também possui uma boa internet, tv por assinatura, um sofá macio, estoque de comida, água potável, Netflix, Amazon Prime, ar-condicionado. A tecnologia nos traz conforto. O Brasil invisível não possui nada disso.
O Brasil invisível não possui saneamento básico, comida na mesa, esperança de futuro. O Brasil invisível vende o almoço para comprar o jantar. Esse Brasil não pode e não ficará em casa - casa é só jeito de dizer, pois muitas vezes não passa de um cubículo -, esse Brasil não tem medo de um vírus porque aprendeu a sobreviver a tudo.
O Brasil invisível novamente foi esquecido nas canetadas que pulularam nessa semana. O caminho da responsabilidade é cuidar do povo sem provocar pânico, sem enforcar o sustento dessas pessoas e sem incendiar o país inteiro. Esse Brasil invisível não é lembrado por quem vive em bolhas - jornalistas, juízes, políticos, celebridades - e por isso precisa de todos nós nesse momento. 
Gestores de Estados e Prefeituras se esqueceram desse pequeno Brasil com seus decretos; nos lembremos dele e façamos nossa parte como conservadores e cristãos.
É momento de praticar a caridade.
(Dáuvanny Costa)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Consequências de uma Operação ou apenas da Vida

Desde que a operação Lava-Jato, da Polícia Federal, foi deflagrada em março de 2014, o Brasil mudou bastante. 
Brasileiros foram às ruas pedir outro impeachment, alguns juristas se aproveitaram do momento para alcançar fama, vários gatunos de dinheiro público foram finalmente presos - incluindo um ex-presidente da República, após um circo de quinta categoria -, cassaram o mandato de Maria I, a louca, um vice-presidente também foi detido por poucos dias - mesmo fazendo um bom governo -, advogada pisou em jararaca, rodou a baiana e se tornou deputada, ator pornô também se tornou deputado, roqueiros se tornaram cientistas políticos, o cenário político mudou, nomes novos surgiram, caciques da política perderam eleições, um improvável presidente da República foi eleito contra todas as evidências - e sobrevivendo a um atentado -, o juiz daquela operação se tornou ministro da Justiça - com um olhar para o STF -, o STF resolveu assumir de vez que quem manda no país é o Judiciário, o presidente eleito parou de comprar aprovação - não pagou mais artistas, jornalistas ou vigaristas. 

O presidente da República se mostrou um homem de bom coração; mais do que isso, um homem do povo, preocupado com a nação, ainda que não seja um Churchill. Nomeou ministros técnicos, tentou cumprir promessas de campanha e não fez conchavos políticos. Algumas promessas estão um tanto emperradas. A economia vai bem, bolsa de valores se aproxima de 120 mil pontos, aprovou-se uma reforma da Previdência, há outras reformas no radar.

É um governo sem escândalos de corrupção. É um governo com grande dificuldade para governar. As elites políticas, jurídicas, econômicas e culturais atrapalham seu governo. É um governo que tem um ministro da Economia forte, ousado, destemido; mas tem um ministro da Justiça fraco, vaidoso e que flerta com ideais progressistas - talvez seja apenas minha antipatia por Sérgio Moro. É desalentador ter um ministro desarmamentista no governo de um Militar; é preocupante ter tentativa de nomeação de abortista num ministério da Justiça (!) - talvez seja apenas minha antipatia por Sérgio Moro. Os números da criminalidade, porém, estão sendo reduzidos. Tenhamos esperança.

O que definiu meu voto em 2018 foi a Segurança Pública. Quem acompanha esse blog já entendeu que essa é minha maior preocupação no país. Porém, não estou contente. Esperava mais. Não gosto de Sérgio Moro e não entendo essa carência que brasileiro tem por heróis. Foi assim também com Joaquim Barbosa. A cada nova personagem que agrada as massas se ouvem os gritos de: "Fulano para presidente", "vamos segui-lo", "vamos morrer com ele" - aqui é uma referência ao Júlio César de Shakespeare. Confesso: não entendo. Há heróis de verdade no anonimato. Heróis que precisam de apoio. As leis penais são fracas, o Judiciário é uma vergonha e políticos são vis. Precisamos, ao menos, de um governo federal forte. Espero que finalmente estejamos no rumo certo.

Hoje é dia de lembrar de Jerusalém. E do Brasil. 
(Dáuvanny Costa)

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

A força é ELE

Nunca se torna mais fácil, Deus me torna mais forte. 
A força é dEle. A força é Ele. 
Hoje só quero falar de saudades - essa que o mundo não pode compreender.

"E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas". (Apocalipse 21.4)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

A farsa

Repudio com veemência quaisquer ameaças feitas a parlamentares no exercício de seu mandato. Isso é inadmissível em um país democrático. Repudio com ainda mais veemência ameaças fantasiosas relatadas por parlamentares psicopatas que diligentemente se empenham em tornar o país pior; mas faço votos de que as fortes democracias da República de Cuba ou da República Bolivariana da Venezuela possam receber bem o nobre Deputado que acabou de renunciar e que tanto as defende - se bem que aposto em EUA ou Paris, pois é para onde gostam de ir tais esquerdistas hipócritas e canalhas. 
Ao menos esse cumpriu a sua palavra.
(Dáuvanny Costa)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Vale da Morte

Quase tudo já foi dito sobre uma das maiores tragédias ocorridas no país, portanto, não pretendo ser original - apenas fazer coro com as milhares de vozes e letras que se levantam neste momento. Tragédias como a de Brumadinho são previsíveis e recorrentes neste país e ocorrem em virtude da ausência do Estado, da corrupção desenfreada e do descuido com o semelhante. É momento de lamentar e não de procurar culpados, contudo, o secretário do Meio Ambiente de MG, Germano Luiz Gomes Vieira, assinou norma, em dezembro de 2017, que alterou os critérios de risco de algumas barragens e que permitiu a redução das etapas de licenciamento ambiental no Estado. Alie-se a isso a negligência, a ganância, o despreparo, a vileza e, por fim, a incompetência na fiscalização. 
Importante salientar que a Vale é responsável por milhares de empregos naquelas regiões e pelo sustento de inúmeras famílias e cidades, portanto, não se pretende demonizá-la - eu não pretendo -, mas acentuar que os responsáveis têm o dever de dar total assistência às pessoas atingidas, operar com maior responsabilidade daqui em diante e, devidamente apurada a culpa, sofram as devidas punições. 
Fato: após três anos da tragédia de Mariana, ninguém foi preso e muitas vítimas ainda lutam por reparação confiando em um Judiciário, infelizmente, lento e que julga de acordo com leis inteiramente brandas. 
Minhas orações por Brumadinho e por cada vítima dessa indizível tragédia no VALE da morte ali instaurado. Minhas orações também pelos inúmeros profissionais que desde sexta-feira cumprem heroicamente seu ofício e pelos voluntários que procuram amenizar as dores daquelas vidas. Algumas vítimas não voltarão para suas famílias; outras carregarão feridas e cicatrizes por toda a vida, feridas essas que não poderemos remover, mas certamente podemos oferecer amparo para seguirem em frente. Ofereçamos. 
(Dáuvanny Costa)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Que seja amanhã também


“E o VERBO se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1.14)

Não se sabe o dia exato: o que se sabe é que Ele veio – e retornará.
Assim, que seja hoje! Contudo, que hoje não seja apenas um dia de festa, mas realmente de união, de reencontro, de perdão e de paz e que a Palavra que se fez carne para nascer entre nós esteja presente não apenas nesta noite, mas em todos os dias de nossas vidas. Procure-o. No caminho de Damasco, no abraço do irmão, no perdão ofertado, no mar da Galileia, na beira do poço, na manjedoura ou na goiabeira [...]; não importa. Encontre-o – porque Ele está à porta e bate. Feliz Natal! Que seja hoje. Que seja amanhã também.
(Dáuvanny Costa)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Cartilha demagógica

Nenhuma pessoa normal e em sã consciência pode ser favorável à prática de qualquer violência contra mulheres. Essa conclusão, obviamente, não deve ser diferente se a vítima for homem. A violência contra inocentes (homem ou mulher, independentemente de sua idade), especialmente o homicídio, é absolutamente INACEITÁVEL. Assim, a lei do "feminicídio", recentemente sancionada pela presidente "Wanda" não passa de mais um exemplo ridículo de um Direito Penal inútil e demagógico.
Não é demais lembrar que o homicídio de qualquer mulher nas circunstâncias previstas na nova lei já é, desde a edição do Código Penal Brasileiro - em 1940 -, tipificado como uma espécie de homicídio qualificado, pois é evidente que nessas situações se configura a qualificadora "motivo torpe" e a pena é exatamente a mesma prevista para a nova invenção - leia-se feminicídio -, ou seja, reclusão de 12 a 30 anos. Na prática, portanto, a nova lei (Lei 13.104/15) serve apenas para cumprir a cartilha ideológica dos vermelhos e colher dividendos políticos. No mais, enquanto se produzem aos borbotões leis inúteis, quase 60 mil PESSOAS (homens e mulheres) continuarão perdendo suas vidas todos os anos no país.
É esse o jeito de governar dos socialistas.
(Dáuvanny Costa)

(Publicado no Facebook por ocasião da Lei 13.104/15)

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

O fantástico mundo dos privilegiados

Acredite se quiser: a procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, recorreu do despacho de Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogando as liminares do auxílio-moradia. A procuradora pede que os membros do Ministério Público continuem recebendo o valor. Se obtiver decisão favorável não demora para que associações de juízes em todo o país sigam o mesmo caminho. Os indivíduos que mais falam sobre "justiça social" vivem em uma bolha e de justiça não entendem absolutamente nada; entendem apenas de seus próprios estômagos e vaidades.
(Dáuvanny Costa)

sábado, 23 de dezembro de 2017

O que dizer do Natal?

Nunca gostei muito de natais - para ser honesta -; gostava do que eles me ofereciam: graça. E panetones.
Hoje o Natal é uma mistura de tristeza e nostalgia; vontade de voltar para lugares que não existem mais e que deixaram vazios impreenchíveis.
Hoje trago no peito o desejo íntimo de que pudesse voltar àqueles natais na casa cheia de irmãos, irmãs, cunhadas e sobrinhos, com crianças – das quais eu era uma – correndo por todos os lados; natais em que meu sorriso era mais doce e não trazia as feridas que ora trago; natais em que não havia perdas e ausências. Não possuíamos muito, mas possuíamos o suficiente e éramos felizes porque naquela casa simples havia amor e alegria compartilhada entre pessoas especiais. 
Hoje trago no peito o desejo ardente de resgatar um daqueles natais já da idade adulta, onde só havia a alegria do encontro do amor;  antes da faculdade, antes da formatura, antes das despedidas e antes das dores mais intensas; lá onde tudo era esperança.
Contudo, não posso voltar. Posso seguir. E vou seguir - sempre. Natal é sobre o começo da vida. Para nós, cristãos, vai muito além: é o começo da vida do Salvador – e também de nossa vida eterna. Dessa forma, o que são as tristezas ou os prazeres desta vida comparados com viver ao lado dEle?
Hoje há alegrias também, há esperança e fé. Estou rodeada de amor e cuidado e ouso crer porque ELE nunca desiste de mim e me ensina, diariamente, a recomeçar.

Merry Christmas! Feliz Navidad! Buon Natale! Joyeux Noël! Feliz Natal! 
(Dáuvanny Costa)

domingo, 29 de outubro de 2017

Anjos de Farda

Meus heróis são atípicos. Não usam capas ou máscaras e tampouco possuem super poderes. Militam na chuva, nos becos, nas ruas, nas noites e madrugadas. Vigiam enquanto a sociedade dorme, cuidam enquanto ela se diverte, investigam enquanto ela descansa, correm enquanto ela espera.
Meus heróis não recebem aplausos, não lhe são jogadas flores em vida e não são famosos pelos atos heróicos. Arriscam-se por salários infames sob condições de trabalho precárias e insalubres.
Meus heróis são transportados em veículos barulhentos – e às vezes coloridos; suas armaduras possuem cores variadas – tecidas de fibras mistas como a lembrar-lhes de sua própria fibra moral; suas missões são dadas por rádios ruidosos que não tocam canções de alegria. Botas pesadas, coberturas de diversas formas, armas, balaclavas, carregadores, munições; assim se disfarçam para a luta que travam cotidianamente. 
Meus heróis não marcam ponto no trabalho, não possuem horário de almoço e não se acostumaram a dizer “não”. Não podem escolher seus clientes e com grande freqüência lidam com escórias humanas. 
Meus heróis entram em prédios em chamas quando todos correm, perseguem criminosos quando todos se escondem, mantêm a calma quando todos se exaltam, enfrentam o perigo quando todos se desesperam.
Meus heróis não possuem estrelas em calçadas da fama, não são adorados como celebridades e tapetes vermelhos não são estendidos quando passam; contudo, são os astros reais de quem valoriza caráter. 
Meus heróis são fortes, porém, também são frágeis; são formados da mesma matéria de que sou formada: são de carne e osso – e podem se quebrar. Suas armaduras não são indestrutíveis, não se regeneram e sequer nelas encontram proteção para o ódio dos insanos.
Meus heróis são HOMENS; no verdadeiro sentido do que é ser um homem: possuem responsabilidade e força. Eles são maridos, pais, filhos, irmãos, amigos. São amados e amantes.
Há heroínas também: esposas, mães, filhas, irmãs. Amadas e amantes.
Meus heróis doam as próprias vidas pelo ideal de proteger e servir e não poucas vezes fazem-no por pessoas sem merecimento, sem gratidão e sem amor. Não recebem bustos de bronze e poucos têm seus nomes ostentados em ruas ou praças. 
Meus heróis não são perfeitos – e nem buscam a perfeição; contentam-se em cumprir com retidão seu mister sem se escravizar pelas contingências. 
Meus heróis são Policiais Militares. Meus anjos da guarda. Meus anjos de farda. 
(Dáuvanny Costa)

domingo, 14 de agosto de 2016

Porque eu Creio

"E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas". (Apocalipse 21.4)
Nunca dói menos; mas eu creio. 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Deputados que votaram CONTRA o Impeachment

Segue abaixo nomes dos deputados que votaram contra a abertura do processo de Impeachment de Dilma "Wanda" Rousseff - ou que se abstiveram ou simplesmente faltaram à sessão. Seus nomes não devem ser esquecidos e suas carreiras políticas devem ser encerradas - algumas nem deveriam ter sido iniciadas. 

RORAIMA: 
1) Edio Lopes/PR. 

RIO GRANDE DO SUL: 
1) Afonso Motta/PDT; 
2) Bohn Gass/PT; 
3) Henrique Fontana/PT; 
4) Marco Maia/PT; 
5) Marcon/PT; 
6) Maria Do Rosário/PT; 
 7) Paulo Pimenta/PT; 
8) Pepe Vargas/PT; 
9) Abstenção: Pompeo De Mattos/PDT. 

SANTA CATARINA: 
1) Décio Lima/PT; 
2) Pedro Uczai/PT. 

AMAPÁ: 
1) Janete Capiberibe/PSB; 
2) Jozi Araújo/PTN; 
3) Professora Marcivania/PCdoB; 
4) Roberto Góes/PDT; 
5) Abstenção: Vinicius Gurgel/PR. 

PARÁ: 
1) Beto Faro/PT; 
2) Edmilson Rodrigues/Psol; 
3) Elcione Barbalho/PMDB; 
4) Lúcio Vale/PR; 
5) Simone Morgado/PMDB; 
6) Zé Geraldo/PT; 
7) Abstenção: Beto Salame/PP. 

PARANÁ: 
1) Aliel Machado/Rede; 
2) Assis Do Couto/PDT; 
3) Enio Verri/PT; 
4) Zeca Dirceu/PT. 

MATO GROSSO DO SUL: 
1) Dagoberto/PDT; 
2) Vander Loubet/PT; 
3) Zeca Do PT/PT. 

GOIÁS: 
1) Rubens Otoni/PT. 

DISTRITO FEDERAL: 
1) Erika Kokay/PT. 

ACRE: 
1) Angelim/PT; 
2) César Messias/PSB; 
3) Leo De Brito/PT; 
4) Sibá Machado/PT. 

TOCANTINS: 
1) Irajá Abreu/PSD; 
2) Vicentinho Júnior/PR. 

MATO GROSSO: 
1) Ságuas Moraes/PT; 
2) Valtenir Pereira/PMDB. 

SÃO PAULO: 
1) Ana Perugini/PT; 
2) Andres Sanchez/PT; 
3) Arlindo Chinaglia/PT; 
4) Carlos Zarattini/PT; 
5) Ivan Valente/Psol; 
6) José Mentor/PT; 
7) Luiza Erundina/Psol; 
8) Nilto Tatto/PT; 
9) Orlando Silva/PCdoB; 
10) Paulo Teixeira/PT; 
11) Valmir Prascidelli/PT; 
12) Vicente Candido/PT; 
13) Vicentinho/PT. 

MARANHÃO: 
1) Aluisio Mendes/PTN; 
2) João Marcelo Souza/PMDB; 
3) Junior Marreca/PEN; 
4) Pedro Fernandes/PTB; 
5) Rubens Pereira Júnior/PcdoB; 
6) Waldir Maranhão/PP; 
7) Weverton Rocha/PDT; 
8) Zé Carlos/PT. 

CEARÁ: 
1) Ariosto Holanda/PDT; 
2) Arnon Bezerra/PTB; 
3) Chico Lopes/PcdoB; 
4) Domingos Neto/PSD; 
5) José Airton Cirilo/PT; 
6) José Guimarães/PT; 
7) Leônidas Cristino/PDT; 
8) Luizianne Lins/PT; 
9) Macedo/PP; 
10) Odorico Monteiro/Pros; 
11) Vicente Arruda/PDT; 
12) Ausente: Aníbal Gomes/PMDB; 
13) Abstenção: Gorete Pereira/PR. 

RIO DE JANEIRO: 
1) Alessandro Molon/Rede; 
2) Benedita Da Silva/PT; 
3) Celso Pansera/PMDB; 
4) Chico Alencar/Psol; 
5) Chico D'angelo/PT; 
6) Glauber Braga/Psol; 
7) Jandira Feghali/PcdoB; 
8) Jean Wyllys/Psol; 
9) Leonardo Picciani/PMDB; 
10) Luiz Sérgio/PT; 
11) Wadih Damous/PT; 
12) Ausente: Clarissa Garotinho/PR. 

ESPÍRITO SANTO: 
1) Givaldo Vieira/PT; 
2) Helder Salomão/PT. 

PIAUÍ: 
1) Assis Carvalho/PT; 
2) Capitao Fabio Abreu/PTB; 
3) Marcelo Castro/PMDB; 
4) Paes Landim/PTB; 
5) Rejane Dias/PT. 

RIO GRANDE DO NORTE: 
1) Zenaide Maia/PR. 

MINAS GERAIS: 
1) Adelmo Carneiro Leão/PT; 
2) Aelton Freitas/PR; 
3) Brunny/PR; 
4) Gabriel Guimarães/PT; 
5) George Hilton/Pros; 
6) Jô Moraes/PCdoB; 
7) Leonardo Monteiro/PT; 
8) Margarida Salomão/PT; 
9) Miguel Corrêa/PT; 
10) Padre João/PT; 
11) Patrus Ananias/PT; 
12) Reginaldo Lopes/PT. 

BAHIA: 
1) Afonso Florence/PT; 
2) Alice Portugal/PcdoB; 
3) Antonio Brito/PSD;
4) Bacelar/PTN; 
5) Bebeto/PSB; 
6) Caetano/PT; 
7) Daniel Almeida/PcdoB; 
8) Davidson Magalhães/PcdoB; 
9) Félix Mendonça Júnior/PDT; 
10) Fernando Torres/PSD; 
11) João Carlos Bacelar/PR; 
12) Jorge Solla/PT; 
13) José Carlos Araújo/PR; 
14) José Nunes/PSD; 
15) José Rocha/PR; 
16) Moema Gramacho/PT; 
17) Paulo Magalhães/PSD; 
18) Roberto Britto/PP; 
19) Ronaldo Carletto/PP; 
20) Sérgio Brito/PSD; 
21) Valmir Assunção/PT; 
22) Waldenor Pereira/PT; 
23) Abstenção: Cacá Leão/PP; 
24) Abstenção: Mário Negromonte Jr/PP. 

PARAÍBA: 
1) Damião Feliciano/PDT; 
2) Luiz Couto/PT; 
3) Wellington Roberto/PR. 

PERNAMBUCO: 
1) Adalberto Cavalcanti/PTB; 
2) Luciana Santos/PcdoB; 
3) Ricardo Teobaldo/PTN; 
4) Silvio Costa/PTdoB; 
5) Wolney Queiroz/PDT; 
6) Zeca Cavalcanti/PTB; 
7) Abstenção: Sebastião Oliveira/PR. 

SERGIPE: 
1) Fábio Mitidieri/PSD; 
2) João Daniel/PT. 

ALAGOAS: 
1) Givaldo Carimbão/PHS; 
2) Paulão/PT; 
3) Ronaldo Lessa/PDT. 

(Dáuvanny Costa)

sábado, 16 de abril de 2016

Demoniocracia

O momento atual é tão estarrecedor e absurdo que fica difícil decidir o que é pior:
I) ver criminosos esperneando porque foram pegos enquanto se sentiam donos do país;
II) ver petistas - sejam lá em que partido estejam - desesperados agonizando e lançando os seus últimos - e poderosos - dados;
III) constatar as imoralidades dos bastidores da política brasileira em que se negociam almas com dinheiro arrancado dos pagadores de impostos;
IV) assistir ao advento de tantas pessoas e microorganismos tóxicos saídos dos buracos da indignidade a fim de defender seus próprios interesses;
V) ser testemunha de que a imprensa reluta em soltar as amarras do patrocínio estatal e atua timidamente na defesa da verdade;
VI) presenciar políticos posando de santarrões e proferindo discursos inflamados contra a corrupção que ajudam diariamente a fomentar;
VII) comprovar a existência de marionetes manipuladas por atores políticos que deixaram o palco sem deixar o espetáculo;
VIII) encontrar um Maluf indignado com o fisiologismo que sempre imperou na política nacional. 
O último que sair, não esqueça de apagar a luz porque o desconto das companhias elétricas não significou muita coisa. (Dáuvanny Costa)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Feirão

Luiz Inácio passou a lotear cargos políticos em Brasília. 

Transformou em bordel o hotel em que se hospedou. 

Essa é a República transformada no mais ativo balcão de negócios do governo. À luz do dia. Sem constrangimentos e sem censuras; ante o olhar complacente da imprensa - e lascivo dos futuros beneficiados. É a POLÍTICA brasileira em seu estado mais puro.
(Dáuvanny Costa)

Cenas de Guerra

"Dois de Abril: O Cb Reginaldo Taiacoli, 46 anos de idade e 27 de PM, foi executado na frente do filho adolescente enquanto calibrava o pneu do carro na Zona Sul de SP. 
Quatro de Abril: Os Sds Alex de Souza, 28 anos, e Leonel Almeida de Carvalho, 29, foram alvejados quando faziam cerco a uma quadrilha que acabara de roubar empresa de transporte de valores em Santos, SP. 
Cenas de guerra. Criminosos portando armas de guerra e munição ilimitada; afrontando leis, cidadãos, Polícia e Estado. Facínoras que não pensam duas vezes antes de puxar o gatilho porque a lei não lhes pesa ou constrange. 
Contudo, não houve comoção pública. A mídia televisiva não dispensou mais que alguns minutos em notas. A dor de quem se importou - e se importa - foi silenciosa, contida e paciente; uma dor que não explodiu em lamentações - porque não quer ser consolada. 
Vida que segue - dirão alguns; esquecendo-se de que qualquer atentado contra agentes da segurança pública é um atentado contra o Estado; é uma ameaça à segurança de qualquer cidadão decente. Criminosos não temem nossas leis ultrapassadas e lenientes que servem mais para protegê-los do que para detê-los. Assim, o posto de combustíveis poderia ter sido aquele em que abastecemos nossos veículos; a troca de tiros poderia ter ocorrido em frente às nossas casas. Poderia ter sido, mas não foi. Não desta vez. Porque desta vez alguns homens honrados estavam no caminho - e não voltaram para casa." (Dáuvanny Costa)

segunda-feira, 28 de março de 2016

Superlula e as pinceladas de lulismo na história

No link abaixo há a notícia de que "lula é herói da economia em livros indicados pelo MEC". Para comentar algo tão desprezível me ocorre apenas transcrever George Orwell: "[...] E se todos aceitassem a mentira imposta pelo Partido - se todos os registros contassem a mesma história -, a mentira tornava-se história e virava verdade. Quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente controla o passado, rezava o lema do Partido" (Orwell in 1984, pág. 47).
Insisto para que entendam que o pethê não é apenas um partido corrupto - ainda que o seja -, trata-se do articulador de um projeto torpe de poder que usa a Democracia somente com o intento de destruí-la. (Dáuvanny Costa)

Link: lula é herói da economia em livros indicados pelo MEC



quinta-feira, 24 de março de 2016

E no plenário?

Abaixo trecho da decisão de Teori Zavascki na Reclamação proposta pela AGU (Advocacia Geral da União). Aludida Reclamação diz respeito à divulgação dos diálogos entre "wanda" e LILS (luiz inácio). A AGU representa "wanda" - não LILS - e baseou o pedido na alegação de que os diálogos teriam sido interceptados no exercício do mandato da governanta; assim, a interceptação e a divulgação deveriam ter sido autorizadas pelo STF - e não pelo juízo de primeiro grau. Até aí tudo bem - ou quase bem. 
A questão central é que pouco importa para a AGU se os diálogos comprovam conspirações e ardis para garantir a liberdade de um criminoso contumaz; assim como pouco importa para o ministro Zavascki se a Reclamação da AGU está repleta de fontes suspeitas, tais como "Pragmatismo Político" e "Vermelho", sites sabidamente de esquerda - a propósito, AGU, faltou a "Revista Fórum", "Carta Capetal Capital", "Brasil 247" etc [...]. De qualquer forma, o STF não concedeu foro privilegiado a LILS e [ainda] não retirou a competência da Força-tarefa de Curitiba e do juiz Sérgio Moro, MAS esfriou um pouco as coisas para o pethê e deu ao LILS um tempo para respirar até a volta do recesso. E agora STF?
(Dáuvanny Costa)

Rumo à ruína

I) Claro que o Brasil está dividido – é fato. De um lado estão os que apóiam o pethê enquanto ele afronta as instituições e agoniza em praça pública. Do outro, os que possuem vergonha na cara!

II) Luiz Inácio culpar a Força-tarefa do Ministério Público Federal e o juiz Sérgio Moro pela crise brasileira é como se atribuir culpa à Polícia pela lotação do sistema carcerário. Escancaradamente vergonhoso. 

III) A corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ministra Nancy Andrighi, negou dois pedidos liminares contra o juiz Sérgio Moro. Um queria seu afastamento da função e o outro, a proibição das divulgações de delações e escutas feitas pela operação Lava Jato. O CNJ ainda julgará seis pedidos para apurar possíveis faltas disciplinares dele. Ainda que eu não nutra simpatia pelo juiz Moro ou pelos "meninos da República de Curitiba", é indubitável que prestam um bom serviço ao país.

IV) Por enquanto, é isso: CNJ golpista, Justiça Federal golpista, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) golpista, MP (Ministério Público) golpista, PF (Polícia Federal) golpista, MPF (Ministério Público Federal) golpista, AJUFE (Associação dos Juízes Federais) golpista, Imprensa golpista etc. Apenas o pethê e seus asseclas são democratas [...].
(Dáuvanny Costa)

sábado, 17 de outubro de 2015

Educação: Síntese

Brasileiros sempre nutriram simpatia pela ignorância; no passado, porém, ela era passiva - mera ausência de conhecimento. Atualmente ela assumiu uma postura ativa e nociva; uma profunda aversão a qualquer indício de cultura, conhecimento ou inteligência - e não há nada mais ordinário e caótico que uma nação ignorante. O tempo se encarrega de mostrar, cotidianamente, os efeitos dessa estupidez. (Dáuvanny Costa)

O que é o DIREITO

“Direito, disse elle, é o total das medidas suggeridas pelo espirito de uma época, adoptadas pelo carater de um povo, formuladas pelo Estado em regras coativas, facil e inevitavelmente exequiveis, para impedir ou reparar os effeitos de toda affirmação da vontade humana a que corresponda ou uma negação da personalidade do agente ou um soffrimento immerecido de outrem.’Ahi estam o momento da liberdade, o elemento histórico, a consideração da força coactiva, a cooperação da piedade; isto é, Kant, Savigny, Ihering e Schopenhauer entraram cada um com seu quinhão. (Sylvio Roméro, apud Gumersindo Bessa em Ensaios de Philosophia do Direito, Cunha & Irmão, Capital Federal, 1895, p. 214)"

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Faça por Merecer

Mais um ano termina e nos assombra o óbvio: Estamos vivendo dias abreviados e já não dispomos de tempo para compartilhar a graça de Deus com as pessoas em volta de nós - redes sociais não servem de justificativa - e, assim, vamos perdendo oportunidades e amigos pelo caminho.
A vida tem me ensinado a nunca despedir vazio quem me procura. Meus amigos e familiares sabem que podem contar comigo; estou sempre à disposição para uma palavra, um favor, um esclarecimento ou uma oração. Faço-o sem qualquer expectativa. Nada espero em troca senão o prazer de ser útil servindo a alguém e, por meio desse alguém, servir também ao SENHOR. Infelizmente, porém, a recíproca não é verdadeira. Os amigos e familiares que com tanta facilidade se lembram de meus telefones e e-mails para solicitar favores são os mesmos que deixam e-mails sem resposta, que não retornam telefonemas e que não me contatam fora de suas épocas de crise.
Esta não é uma mensagem para reclamação tampouco para expressar amargura - porque definitivamente não sinto nenhuma e estou ciente de que relacionamentos assim são a maioria e absolutamente comuns. O que sinto é encorajamento e desejo de encorajar. No ano que está às portas decidi fazer escolhas diferentes e desejo a quem me lê que também faça.
Às vezes permitimos que as pessoas retirem de nós o que nunca restituirão ou às vezes nos permitimos retirar das pessoas o que não estamos dispostos a retribuir. Gosto muito do filme "O resgate do Soldado Ryan", não pelo filme em si, mas sobretudo pelas lições que pode nos ensinar - se estivermos dispostos a aprender. A frase "Faça por merecer" ecoa durante o filme e é esta a minha mensagem para 2015: FAÇA POR MERECER. Faça por merecer o amor do outro. Amor não é curativo para ferimentos superficiais; amor é o que temos de melhor para dar ao outro - e escolher a quem entregá-lo é o melhor que podemos fazer por nós.
Se você goza da caridade de seus amigos enquanto lhes retribui com silêncio, está na hora de rever a forma como tem tratado as pessoas que se importam com você; está na hora de merecer o amor e o respeito dessas pessoas. Se, ao contrário, você está sempre disponível enquanto reiteradamente recebe em troca silêncio, está na hora de se respeitar e se impor mais; não distribuindo talentos com quem não tenha merecimento. Aprenda a dizer "não".
Esta é minha escolha para o ano que se aproxima: o amadurecimento de meu espírito e o desejo de que o outro tenha a mesma atitude. Meu desejo aos amigos - e aos dois teimosos leitores deste blog - é de que não permitam que o outro sofra por suas palavras duras e não permitam, igualmente, que o outro sofra por seu silêncio. O Salvador é o Verbo encarnado e o Reino de Deus também reside nas palavras que falamos ou que calamos.
(Dáuvanny Costa)

sábado, 15 de novembro de 2014

Os propositais equívocos dos canalhas

Se dizemos: “Queremos educar nossos filhos sem intervenção do Estado”;
Eles entendem: “Queremos que nossos filhos sejam tiranos”.
Se dizemos: “Criminosos devem ser responsabilizados por seus crimes, independentemente da idade que possuam”;
Eles entendem: “Queremos que crianças sejam presas e condenadas”.
Se dizemos: “Vivemos em um Estado laico – não ateu”;
Eles entendem: “Queremos que a religião domine todos os espaços”.
Se dizemos: “Queremos que nossas instituições sejam respeitadas”;
Eles entendem: “Odiamos as instituições”.
Se dizemos: “A inocência de nossas crianças deve ser preservada”;
Eles entendem: “Queremos que nossas crianças sejam intolerantes”.
Se dizemos: “Defendemos e desejamos eleições limpas”;
Eles entendem: “Não respeitamos a democracia”.
Se dizemos: “Respeitamos e defendemos o direito à vida”;
Eles entendem: “Queremos morte às mulheres que abortam”.
Se dizemos: “Queremos retorno em serviços do que pagamos em impostos”;
Eles entendem: “Somos a elite”.
Se dizemos: “A família é base de uma sociedade saudável”;
Eles entendem: “Mulheres devem ser oprimidas e caladas”.
Se dizemos: “Somos mulheres e respeitamos os homens”;
Eles entendem: “Odiamos ser mulheres - e as traímos”.
Se dizemos: “Queremos leis mais firmes”;
Eles entendem: “Odiamos a periferia”.
Se dizemos: “Defendemos a meritocracia”;
Eles entendem: “Achamos que só os abastados têm direitos”.
Se dizemos: “Os brasileiros do Nordeste não podem ser usados para os propósitos escusos de quem está no poder”;
Eles entendem: “Queremos a separação do Brasil”.
Se dizemos: “Somos todos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, conforme disposto na Constituição Federal”;
Eles entendem: “Odiamos negros, homossexuais e indígenas”.
Se dizemos: “Somos cristãos e reverenciamos a Deus e Sua Palavra”;
Eles entendem: “Odiamos homossexuais e queremos que sejam agredidos”.
Se dizemos: “Somos heterossexuais”;
Eles entendem: “Odiamos homossexuais”.
Se dizemos: “Somos homossexuais e defendemos a igualdade perante a lei”;
Eles entendem: “Odiamos ser homossexuais – e os traímos".
Se dizemos: “Somos brancos”;
Eles entendem: “Odiamos negros”.
Se dizemos: “Somos negros e defendemos a igualdade perante a lei”;
Eles entendem: “Odiamos ser negros - e os traímos”.
Se dizemos: “Não existe almoço grátis”;
Eles entendem: “Odiamos pobres”.
Se dizemos: “Pobres não devem ser usados como massa de manobra”;
Eles entendem: “Odiamos pobres”.
Se dizemos: “Somos trabalhadores”;
Eles entendem: “Odiamos pobres”.
Se dizemos: “Pagamos impostos escorchantes”;
Eles entendem: “Odiamos pobres”.
Se dizemos: “O trabalhador é digno do seu salário”;
Eles entendem: “Odiamos pobres”.
Se dizemos: “Queremos um Estado mínimo”;
Eles entendem: “Odiamos pobres”.
Se dizemos: “Somos ricos e conquistamos o que temos por meio de trabalho honesto”;
Eles entendem - claro: “Odiamos pobres”.
Se dizemos: “Somos pobres e acreditamos na força do trabalho e nas riquezas”;
Eles entendem: “Odiamos ser pobres - e os traímos”.
Se dizemos: “Confiamos na justiça e por ela clamamos”;
Eles entendem: “Queremos governo militar”.
Se dizemos: “Nossa bandeira não é vermelha e nossa pátria não é ‘pátria grande’”;
Eles entendem: “Queremos governo militar”.
Se dizemos: “Somos um só povo”;
Eles entendem: “Queremos governo militar”.
Se dizemos: “Repudiamos com todo fervor a desonestidade e o crime”;
Eles entendem: “Queremos governo militar”.
Se dizemos: “Como cidadãos e eleitores queremos que as denúncias sobre provável crime eleitoral sejam apuradas”;
Eles entendem: “Queremos governo militar”.
Se dizemos: “Queremos liberdade”;
Eles entendem: “Queremos governo militar”.
Se dizemos: “Somos brasileiros e amamos nossa pátria”;
Eles entendem: “Queremos governo militar”.
Se dizemos: “Não queremos que nossa pátria amada se transforme em ditadura populista”;
Eles entendem - consegue acertar?: “Queremos governo militar”.
Se dizemos: “Fora PT”;
Eles entendem: “Somos a favor de golpe”.
Se dizemos: “Odiamos canalhas”.;
Eles entendem: Entendem isso mesmo. E por isso os canalhas nos odeiam e distorcem qualquer coisa que dissermos.
(Dáuvanny Costa)